Não tenho pretensões

Meus escritos e minhas opiniões podem valer R$0,01 mas se a juntarmos a de 200.000.000 de pessoas desse país, debatermos com respeito e trabalharmos por aprimorá-las, com certeza poderemos construir um país melhor para todos! Venha debater!
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - Conclusão

Há muitos que dizem: “Senhor eu estou aqui, livra-me de todo o mal”. Há outros que dizem: “Senhor eu estou aqui disposto a te servir”. Há alguns que dizem: “Senhor eu quero te seguir”. Mas ao não fazermos o trabalho de evangelização contribuiremos para que muitos respondam: “Senhor eu não quero te ouvir”.
A responsabilidade do Cristão Católico Apostólico Romano está em apresentar o projeto de Jesus Cristo a todas as pessoas, sem exceções, conforme está escrito no livro de Marcos, capítulo 16, versículos 15 em diante:
“E disse-lhes: Ide por todo mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo;...”
As dificuldades descritas para a aproximação e comunicação com os Carecas do ABC, pode nos dar a falsa sensação de que esse trabalho de evangelização é impossível e que nunca “sairá do papel”. Afirmamos, novamente, que as dificuldades serão enormes e não temos como negá-las. Entretanto, com a mesma convicção das dificuldades, podemos afirmar que a proposta de aproximação e evangelização dos Carecas do ABC é plenamente possível. Devaneio nosso? Com certeza não!
O que leva-nos a tal afirmação é a própria história dos Cristãos. As perseguições, prisões, condenações, torturas e execuções que os primeiros cristãos sofreram pela Sociedade da época, ao invés de enfraquecerem e exterminarem com nossos irmãos de fé, apresentaram efeito contrário, animaram aos demais e fizeram com que muitas pessoas acreditassem na proposta de Jesus Cristo. Durante esses dois milênios da história do Cristianismo, temos inúmeros exemplos da repetição dessa história.
Temos plena consciência que a evangelização não é uma ciência exata e que os passos aqui apresentados não são simples fatores de uma multiplicação, pelo contrário, sabemos que os passos serão momentos que exigirão muita energia, estudo, dedicação, compreensão, oração e persistência. Ao mesmo tempo percebemos que há uma grande quantidade de pessoas reunidas em tribos urbanas que não conhecem o projeto de Jesus Cristo e que não podemos nos furtar ao compromisso de apresentar a eles a sua proposta.
Como legionários de Maria, encerramos esse trabalho com o compromisso de iniciarmos imediatamente ao trabalho apostólico de evangelização dos Carecas do ABC, seguindo as orientações que Maria Santíssima fez quando das Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.


Referências Bibliográficas

Marshall, George: Espírito de 69: A Bíblia do Skinhead, Editora Trama Editorial, Tradução e Notas adicionais de Glauco Mattoso
Bíblia de Jerusalém, Nova Edição, revista e Ampliada, Editora Paulus, 2002
Celan, Documento de Aparecida – Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, Edições CNBB – 2007
___, Manual Oficial da Legião de Maria, 1ª Edição revisada e ampliada. 1993
CNBB, Evangelização da Juventude, Publicações da CNBB - Documento 3, Edições CNBB, 1ª Edição – 2007. Também conhecido como documento 85 CNBB.
http://www.brasilescola.com/sociologia/skinheads.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Thatcher
http://www.tribosurbanas.com/2010/12/skinheads.html#more
http://www.tribosurbanas.com/2010/11/o-que-sao-tribos-urbanas_02.html
http://www.pucrs.br/mj/subsidios-grupo_jovens-03.php
http://veja.abril.com.br/160200/p_112.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edson_N%C3%A9ris_da_Silva
http://www.dgabc.com.br/News/8420/carecas-do-abc-e-punks-sao-presos-por-tentativa-de-assassinato.aspx
http://www.legiaodemaria.org.br/2685.html
http://www.senatus.org.br/

domingo, 1 de abril de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - Uma proposta de aproximação

O Documento de Aparecida apresenta várias recomendações a quem irá fazer evangelização para que procure formações. Essas formações visam que a pessoa possa anunciar, dialogar, testemunhar, servir e celebrar com consciência, para que Jesus seja reconhecido na ação de seus membros. As pessoas que se propõem a realizar esse trabalho de evangelização devem reconhecer que haverá grande dificuldade, principalmente se pertencerem a algum dos grupos perseguidos.
Com a experiência que adquirimos com as visitas pastorais que realizamos às diversas famílias e jovens, através da Legião de Maria, aprendemos que o primeiro contato com as pessoas, até então desconhecidas, não deve ser caracterizado como um interrogatório ou um julgamento à pessoa visitada. Para uma abertura de diálogo, no primeiro contato, devemos tratar de assuntos que sejam do agrado do visitado. Uma proposta é conversar sobre o estilo musical e os locais que normalmente agradam a essa Tribo Urbana. Para isso, recomenda-se que, para esse primeiro passo, um estudo detalhado dos estilos musicais e locais de frequência dos Carecas do ABC.
Após conquistar a confiança e o respeito dos Carecas do ABC, o segundo passo é a abertura do diálogo visando conhecer a opinião dele sobre diversos assuntos. É importante nesse momento que o visitante não apresente características de negativa às opiniões dos membros da “tribo urbana”. Ocorrendo essa negativa, o trabalho estará comprometido e não atingirá seu objetivo.
O terceiro passo é ampliar ainda mais o diálogo, sugestionando opiniões contrárias para verificar a aceitação das pessoas. Nesse momento devemos começar a introduzir a proposta de Jesus Cristo aos membros dessa Tribo Urbana.
É importante ressaltar que os passos acima descritos não representam três encontros. Pelo motivo de cada contato ser uma descoberta, uma complexidade divergente e uma realidade diferente dos demais contatos, o tempo para a execução de cada passo variará conforme a necessidade particular de cada realidade vivida.

terça-feira, 27 de março de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - A Igreja pede a aproximação para com os jovens

“A Igreja peregrina é missionária por natureza, porque tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai. Por isso, o impulso missionário é fruto necessário à vida que a Trindade comunica aos discípulos.”9
A V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe convoca todos os batizados à missão de comunicar a vida a todas as pessoas, ao estilo de Jesus Cristo, tendo a Eucaristia como fonte e cume de toda atividade e solicitando ao Espírito Santo podermos dar testemunho de Jesus na vida das pessoas.10
O documento “Evangelização da Juventude”11 da CNBB convoca-nos para a construção de uma sociedade solidária, onde “a evangelização dos jovens não pode visar somente suas relações mais próximas [...] A ação evangelizadora deve também motivar o envolvimento em grandes questões que dizem respeito a toda a sociedade [...] Há necessidade de animar e capacitar o jovem para o exercício da cidadania...”.
O documento 85 da CNBB nos desafia a realizarmos o trabalho de evangelização da juventude, pois:
“A juventude é a etapa da vida em que geralmente se destaca a formação física, intelectual, mística, psíquica, social e cultural. É tempo também propício à formação para a cidadania, em que os indivíduos tomam ciência de seus direitos e responsabilidades.”12
A Legião de Maria, por sua vez, apresenta uma proposta para seguir Jesus Cristo, utilizando Maria Santíssima como exemplo. Maria foi-nos dada como mãe por Nosso Senhor Jesus Cristo e, ao aproximarmo-nos dela, somos tomados pelo sentimento de escuta, amor e alegria que essa Mãe amorosa oferece. Os legionários de Maria, ao realizarem as visitas apostólicas, devem levar a Boa Nova de Jesus Cristo a todas as pessoas e também os sentimentos que Nossa Senhora transmite.
Os jovens, ao depararem-se com esses sentimentos apresentados pelo legionário de Maria, sentem-se desafiados a conhecer de onde surgem e o porquê eles são perceptíveis nas pessoas que os visitam. Por esse motivo, cabe ao legionário de Maria preparar-se para a realização das visitas apostólicas, pois apenas uma visita não será suficiente para o convencimento do mesmo. O Manual da Legião de Maria orienta e incentiva aos seus membros que conheçam, aproximem-se e criem oportunidades para que os todos os jovens, sem exceção, participem ativamente da associação, mas principalmente que os jovens sejam convencidos a serem membros da Igreja Católica Apostólica Romana.
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9 Celan, Documento de Aparecida – Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, parágrafo 347, página 161 – Edições CNBB - 2007
10 Celan, Documento de Aparecida – Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, parágrafos 360 a 363, página 166 e 167 – Edições CNBB - 2007
11 CNBB, Evangelização da Juventude, Publicações da CNBB, Documento 3, Edições CNBB, 1ª Edição – 2007, também conhecido como documento 85 da CNBB
12 CNBB, Evangelização da Juventude, Publicações da CNBB, Documento 3, Edições CNBB, 1ª Edição – 2007, página 86, parágrafo 232¬¬

domingo, 18 de março de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - Os Carecas do ABC e a convivência com a Igreja Católica Apostólica Romana

Os Carecas do ABC não divulgam participação em nenhuma religião, mas como eles possuem origem da facção White Power, esses se utilizam de símbolos Cristãos em suas insígnias, assim como os nazistas utilizaram da suástica, símbolo hindu. Os símbolos mais utilizados pelo White Power são:


As características dos Carecas do ABC, tal como o uso da violência no caso do preconceito contra a opção sexual que culminou na morte de Edson Neris da Silva(8), o racismo declarado contra outros grupos e não admitir a liberdade de escolha da pessoa como no caso de agressão aos punks em abril de dois mil e seis leva-nos a afirmar que os Carecas do ABC são contrários a proposta e a participação na Igreja Católica Apostólica Romana.
Entretanto não é possível afirmar, com exatidão, se há ou não participação de alguns membros dos Carecas do ABC nas Celebrações Eucarísticas da Igreja Católica Apostólica Romana.
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8. http://veja.abril.com.br/160200/p_112.html

segunda-feira, 12 de março de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - A chegada dos Skinheads ao Brasil

O modelo de divulgação utilizado pelo White Power na Europa e América do Norte também foi utilizado no Brasil. Os jovens da periferia da zona leste de São Paulo e das cidades metropolitanas, mais especificamente o município de Santo André, acolheram o projeto de se tornarem Skinheads. Nasciam assim dois grupos denominados “Carecas do Brasil”, formados pelos jovens moradores da zona leste de São Paulo, e “Carecas do ABC”, formados pelos jovens moradores de Santo André. Este último é o grupo que pretendemos evangelizar.
Acreditamos ser de grande relevância informar a dificuldade em encontrarmos material referente ao grupo “Carecas do ABC”. Em pesquisas realizadas pela internet, as informações são sobre a violência praticada pelo grupo. Há vários sítios eletrônicos com as características, opiniões ou informações, mas nenhum deles assume-se como representante oficial ou coisa parecida. O contrário acontece com o grupo “Carecas do Brasil” que apresenta suas opiniões, pensamentos e atividades. As informações conseguidas foram através de contato com um membro do grupo.
O início dos Carecas do ABC baseava-se na violência e no patriotismo intenso. Com o passar do anos, algumas características foram alteradas, mas a utilização da violência para impor seus pensamentos continuava. Os Skinheads brasileiros perceberam que a formação genealógica dos brasileiros é predominantemente miscigenada e modificaram o alvo de perseguição. A perseguição passou a ser contra índios, nordestinos e a todos julgados como merecedores de tal ato, além dos negros, homossexuais e asiáticos, conforme palavras de seus membros.

domingo, 4 de março de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - A grande guerra e a expansão pela Europa e América do Norte

Os espetáculos musicais eram motivos de discursos contra e a favor de partidos políticos e de incitação à violência entre as facções. Foi em um espetáculo realizado em um bairro onde havia grande predominância de asiáticos, no início dos anos 80, que aconteceu a maior tragédia em número de feridos. A guerra campal envolveu os Skinheads, os moradores do bairro e a polícia londrina. Acabou com a casa de espetáculo incendiada e um incontável número de feridos nos hospitais.
Após esse episódio, os Skinheads foram considerados perigosos e procurados pela polícia britânica. O número de Skinheads diminuía vertiginosamente. O White Power, percebendo a queda do número de membros, resolve exportar suas ideias e envia as bandas patrocinadas para um espetáculo na Alemanha Ocidental. Percebendo a boa aceitação dos alemães, o White Power resolve expandir sua divulgação para toda Europa e América do Norte. O crescimento dos Skinheads ligados ao White Power pelo mundo culminou na associação de que Skinhead é nazi-fascista.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - A queda, o ressurgimento e a divisão

Nos anos mediais da década de 1970 os Skinheads estavam em decadência e o grupo restante havia perdido as características iniciais, que eram a escuta de música, beber cerveja e assistir partidas de futebol. Muitos acreditavam que esse grupo já havia terminado. A violência sem sentido era o único motivo que reunia um grupo muito reduzido de adeptos nesse período.
Com o advento de uma nova tribo urbana denominada Punk, nos anos finais da década de 1970, e o surgimento de novo estilo musical denominado Oi!, os Skinheads retomavam a sua força em conquistar adeptos. Nesse período as políticas econômica, social e trabalhista da Inglaterra, coordenada pela primeira ministra Margaret Hilda Thatcher, Baronesa Thatcher7, eram questionadas pelos partidos políticos de extrema direita denominados National Front e British Movement. Esses partidos perceberam nos Skinheads uma possibilidade de expandirem suas ideias e ideais, e começaram a patrocinar bandas e espetáculos musicais com esse propósito.
As ideias desses partidos políticos eram baseadas nas características neonazistas: atos racistas contra negros, asiáticos e imigrantes em geral, uso da violência contra todos que se opunham a ideia do grupo e o sentimento de superioridade em relação aos demais. A maioria dos Skinheads eram contrários a associação aos partidos de extrema direita National Front e British Movement, e promoviam espetáculos musicais com o intuito de negar essa união.
Devido a esses conflitos internos, os Skinheads acabaram se dividindo em várias facções. As mais importantes são: os White Power, patrocinados pelo National Front e British Movement, e os Redskins, que se colocavam como o oposto ao White Power e se aproximaram aos partidos políticos de esquerda, ao anarquismo e ao comunismo, não admitindo a intervenção do estado e da religião na vida das pessoas.
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7 Nascida em Grantham a 13 de outubro de 1925, exerceu o cargo de primeira ministra de 1979 a 1990, extraído do sítio eletrônico http://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Thatcher, em 12 de setembro de 2011 às 20h16

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - O gênese Skinhead

Os Skinheads, segundo George Marshal em seu livro “Espírito de 69 – A Bíblia do Skinhead”4 , surgiram em 1967, na periferia de Londres - Inglaterra, da junção de grupos de torcedores de clubes de futebol denominados Hooligans e de uma gangue de rua denominada Rude boys. Os primeiros skinheads eram os filhos de operários das indústrias inglesas e os filhos de jamaicanos radicados em Londres, que se reuniam para assistirem partidas de futebol, beberem cerveja e escutarem músicas do estilo reggae, ska jamaicano, rocksteady e soul americano. Como o autor cita em sua obra, os primeiros skinheads eram na maioria negros, argumento utilizado como justificativa para afirmar que o grupo não é racista em sua origem.
O auge dos Skinheads foi o ano de 1969, sendo esse o motivo do nome do livro. Os aspectos dessa “Tribo Urbana” conquistaram os jovens das periferias de Londres. A vestimenta dos Skinheads com camisa social, calça de brim, coturnos de 14 ou mais ilhoses, suspensório e cinto com fivela grande ganhavam a cada dia mais adeptos. As cabeças raspadas com o corte da máquina na escala um eram vistas com mais frequência e naturalidade pela sociedade londrina naquele ano.
A partir do crescimento dos Skinheads observava-se que o comportamento desse grupo possuía características de violência, perseguição e preconceito, como cita o autor na sua obra no parágrafo a seguir:
“A cor da pele fez deles bodes expiatórios de um país que, tendo ganhado a guerra, estava perdendo a paz. Os asiáticos eram encarados como competidores por trabalho e habitação, numa época em que o emprego na indústria pesada ficava mais difícil e as tradicionais comunidades da classe operária perdiam terreno para os novos planejadores do urbanismo, interessados na construção de torres de apartamentos. Somando-se a isso o fato de que os pakis não revidavam, o alvo se tornava perfeito para um soco no meio da cara.”5
e também no parágrafo:
...os pakis eram mais um inimigo que os skins acrescentavam à lista que já incluía hippies, gays, tarados em geral, greasers e outros que aparentemente estivessem do lado errado da vida.” 6
e esse era motivo de preocupação da segurança pública de Londres, que começou a acompanhar as atividades do grupo e a punir conforme julgava-se necessário. As cenas e os casos de violência, para muitos Skinheads, eram considerados como estímulo a aparecerem nas manchetes dos jornais impressos e televisivos. Até mesmo o fato de ser preso, por exercício da violência sem sentido, era comparado à conquista de um título esportivo ou a um prêmio.
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4 Marshall, George: Espírito de 69: A Bíblia do Skinhead, Editora Trama Editorial, Tradução e Notas adicionais de Glauco Mattoso
5 Marshall, George: Espírito de 69: A Bíblia do Skinhead, Editora Trama Editorial, Tradução e Notas adicionais de Glauco Mattoso, páginas 23 e 24
6 Marshall, George: Espírito de 69: A Bíblia do Skinhead, Editora Trama Editorial, Tradução e Notas adicionais de Glauco Mattoso, páginas 23 e 24

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - O fenômeno das Tribos Urbanas

Nos dias atuais é muito fácil constatar a organização dos jovens em grupos nas grandes metrópoles. Os avanços da tecnologia informática, a criação de redes sociais de interesses comuns e a facilidade de acesso às informações favorecem os grupos de jovens a organizarem-se e compartilharem experiências. A essas organizações os sociólogos dão o nome de Tribos Urbanas.
As Tribos Urbanas podem ser caracterizadas através de suas ideologias, vestimentas, apreço musical, poder aquisitivo, opção religiosa, opção sexual, entre várias outras opções. Desta forma uma pessoa pode, ao mesmo tempo, pertencer a uma ou várias tribos urbanas. Apesar de alguns sociólogos afirmarem que a ideologia política não formaria uma tribo urbana, podemos perceber que a realidade é bem diferente, principalmente quando nos deparamos com um grande grupo de jovens ligado ao discurso de Che Guevara3 ,por exemplo.
A falta de evangelização, da aproximação dos cristãos e até mesmo das famílias podem ser utilizadas como justificativas para a existência dessas tribos urbanas e de outras associações no mundo todo. Mas percebe-se que essa afirmação é contraditória, pois todas as Igrejas Cristãs, se valem dessas organizações, as tribos urbanas, para uma aproximação junto aos jovens.
O conhecimento das diversas tribos urbanas ajuda na formação do caráter do jovem, mas é importante salientar que esse estudo deve ser acompanhado e com o entendimento de seus familiares. A abertura total e sem limites para a participação e/ou a condenação sem conhecimento de causa da tribo urbana levam ao um desvio de caráter no jovem. Esse desvio de caráter causará problemas ao mesmo, e podem levar anos para serem sanados. Como o nosso desejo é buscar uma aproximação e a evangelização da tribo urbana conhecida como Carecas do ABC, torna-se importante apresentarmos a história da formação desse grupo.
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3 Ernesto Rafael Guevara de la Serna, conhecido como "Che" Guevara (Rosário, 14 de junho de 1928 - La Higuera, 9 de outubro de 1967), foi um político, jornalista, escritor e médico argentino-cubano. Um dos ideólogos e comandantes que lideraram a Revolução Cubana (1953-1959). Convencido da necessidade de estender a luta armada revolucionária, impulsionou a instalação de grupos guerrilheiros em vários países. Entre 1965 e 1967, lutou no Congo e na Bolívia, onde foi capturado e assassinado de maneira clandestina e sumária pelo exército boliviano, em colaboração com a CIA, em 9 de outubro de 1967. Extraído do sítio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara em 17 de outubro de 2011 às 16h44.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - A Associação Legião de Maria

A Legião de Maria é uma associação de leigos católicos apostólicos romanos, fundada por Frank Duff em 1921 em Dublin, Irlanda. Tem por finalidade:
“...a glória de Deus, por meio da santificação dos seus membros, pela oração e cooperação ativa, sob a direção da autoridade eclesiástica, na obra de Maria e da Igreja: o esmagamento da cabeça da serpente e a extensão do reino de Cristo.
A menos que o Concilium aprove e as reservas apontadas no Manual Oficial da Legião, a Legião de Maria está à disposição do Bispo da Diocese e do Pároco para toda e qualquer forma de serviço social e de Ação Católica que estas autoridades julguem convenientes aos legionários e útil à Igreja. Os legionários nunca tomarão sobre si qualquer destas atividades numa Paróquia sem a aprovação do Pároco ou do Bispo diocesano ou outra autoridade eclesiástica competente.”1

Utilizando-se do modelo de Maria para evangelizar: “Sair imediatamente para servir a sua prima”, os legionários foram pelo mundo para expandirem o trabalho apostólico. A Legião de Maria chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro e, através do irmão João Creff, foi oficializada em vinte e quatro de outubro de 1951. Com a chegada da senhora Joaquinna Lucas, natural das Filipinas e enviada especial do Concilium Legionis2, a Legião de Maria se expandiu chegando a São Paulo no ano de 1952. A paróquia Nossa Senhora do Carmo de Vila Alpina, teve o seu primeiro praesidium da Legião de Maria fundado em oito de agosto de 1958, tendo como membros Antonio Zanon, Elza Muraga Zanon e Evangelista Cavalcante. A dedicação desses membros, fez com que a Legião de Maria crescesse em número de membros e praesidia, como são denominados os grupos da Legião de Maria.
Com o passar dos anos, decidiu-se ampliar o trabalho da Legião de Maria com os jovens, para que os mesmos começassem a participar ativamente de suas atividades. E assim aconteceu. A Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Vila Alpina, durante os anos de 1980 a 2000, ficou conhecida como a ala juvenil da Legião de Maria em São Paulo. Com o desejo de retomar as características juvenis de nossa associação percebemos a necessidade de conhecermos como os jovens estão organizados e onde localizá-los. Logo percebemos que um grande número de jovens estão se reunindo em grupos específicos, denominados como Tribos Urbanas.

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1 ____________, Manual Oficial da Legião de Maria, 1ª Edição conforme nova edição revista e aumentada. 1993, conforme a página 11, capítulo 2.
2 Conselho Central, revestido da suprema autoridade administrativa da Legião. Salvos sempre os direitos da autoridade eclesiástica, só a este Conselho pertence o direito de criar novos regulamentos, alterar ou interpretar os estabelecidos; fundar ou suprimir quaisquer Praesidia e Conselhos subordinados, no mundo inteiro; determinar o modo de agir em todas as situações; decidir todas as disputas e apelações, todas as questões de filiação legionária e tudo o que se refere à oportunidade de empreendimentos ou maneiras de os realizar. Conforme Manual da Legião de Maria, página 167, capítulo 28, item 5.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - Introdução

Introdução
Quando nos foi solicitado o trabalho para conclusão do curso de extensão em teologia da Escola de Teologia e Pastoral – ETEP, a dúvida apoderou-se de nossas mentes. Tínhamos muitas opções para a realização do mesmo. Após uma breve pausa e grande reflexão, concluímos que esse trabalho deveria retratar a realidade de uma das necessidades da Associação da qual participamos: a Legião de Maria.
A Legião de Maria, mais exatamente no Comitium Stella Maris, em seu planejamento 2011 assumiu como prioridade a evangelização dos jovens. Este visa o contato com os jovens que participam das Celebrações Eucarísticas das paróquias Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora das Graças, além da Área Pastoral Santa Cruz, todas na Vila Prudente – São Paulo, e principalmente os jovens que não participam das atividades da Igreja Católica Apostólica Romana.
Durante esse ano, algumas atividades foram realizadas, mas com resultados aquém do esperado. O anúncio do Rio de Janeiro – Brasil, como sede da Jornada Mundial da Juventude 2013 (JMJ 2013), feito pelo Papa Bento XVI, serviu como motivação para a continuidade do trabalho. Percebemos a oportunidade para realizarmos um trabalho sobre a evangelização de um grupo de jovens denominados “Carecas do ABC”, os Skinheads brasileiros, ao qual esperamos essa monografia possa contribuir.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Skinheads – Os Carecas do ABC: Um desafio a evangelização - Resumo

PESSOAL COLOCAREI, A PARTIR DESSA SEMANA, O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO SOBRE A EVANGELIZAÇÃO. HOJE DISPONIBILIZO O RESUMO DO TRABALHO

Trabalho de conclusão do curso de extensão em Teologia da Escola de Teologia e Pastoral - ETEP, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP
Professora: Clotilde P. Azevedo
Alunos: Salatiel e Hernane


RESUMO
Este trabalho apresentará a partir da leitura do livro “Spirit of ‘69 – A Skinhead Bible” de autoria de George Marshall, publicado no Brasil com o nome “O Espírito de 69 – A Bíblia do Skinhead” pela editora Trama Editorial, um resumo sobre o surgimento, atitudes e dificuldades de convivência social do grupo urbano denominado Skinheads, na tradução literal Cabeças-Raspada. Há ainda nesse trabalho pontos contraditórios entre as facções dos Skinheads. Fará um breve estudo sobre o grupo dos Skinheads no Brasil, mais precisamente na região metropolitana de São Paulo - Brasil, denominados “Carecas do ABC”. Apresentará um resumo de como os Skinheads convivem com a Religião e a Igreja Católica Apostólica Romana. Apontará adversidades que poderão ocorrer quando da aproximação de membros da Igreja Católica Apostólica Romana e as dificuldades que necessitarão ser suplantadas para a abertura do diálogo. Tentará concluir com uma proposta de diálogo para superar as diferenças e buscar a conversão ao projeto de Jesus Cristo.

Palavras-chave: Skinheads 1; Carecas do ABC 2; Religião 3; Diálogo 4; Conversão 5.