Maria, que erroneamente é entendida como uma jovem frágil ou um instrumento passivo nas mãos de Deus, na realidade é uma mulher que tem plena consciência de sua responsabilidade, capacidade e grandiosidade.
Ao ser reconhecida como a Mãe de Deus, os fiéis lembram-se de suas mães e lembram-se das atitudes amorosas dessa convivência. Essa forma de reconhecer Nossa Senhora facilita a sua aceitação na vida religiosa popular e contribui imensamente para a propagação da Boa Nova de Jesus.
Jesus é centro de nossa fé e a Ele deve ser elevado todos os louvores! Essa afirmação é utilizada por muitos Cristãos, irmãos de outras igrejas, para não aceitarem, e até mesmo como desculpa agredirem a pessoa de Maria e os Católicos Apostólicos Romanos. Para o Católico Apostólico Romano, a afirmação é verdadeira e acima de qualquer questionamento.
Lembramos que as atitudes de Maria levaram as pessoas a refletirem e aproximarem-se do projeto de Redenção proposto por Deus, mas, no início muitos não aceitaram o projeto, na realidade poucos assumiram compromisso com o mesmo. E, como Maria utilizou-se da sabedoria para saber o momento de falar e, principalmente, o momento de calar, devemos utilizar das mesmas atitudes para que Deus seja para sempre louvado!
Ao reconhecermos que Maria foi-nos dada como mãe pelo próprio Jesus (Jo 19, 26-27), fica a seguinte pergunta: Qual seria o sentido desse presente que Deus nos Deus, se Maria não tivesse nenhum valor?
Referências Bibliográficas
Bíblia de Jerusalém, Nova Edição, revista e Ampliada, Editora Paulus, 2002
A Bíblia Tradução Ecumênica, Edição Brasileira, Editora Paulinas e Edições Loyola, 2002
Bíblia Sagrada Edição Pastoral – CD-Rom, Editora Paulus, 1996
Não tenho pretensões
Meus escritos e minhas opiniões podem valer R$0,01 mas se a juntarmos a de 200.000.000 de pessoas desse país, debatermos com respeito e trabalharmos por aprimorá-las, com certeza poderemos construir um país melhor para todos! Venha debater!
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domingo, 3 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
TCC - Curso de Mariologia - PUC-RS - Devemos servir ao irmão até o fim de sua necessidade
Maria mais uma vez mostra que o serviço ao irmão necessitado é que nos engrandece e colabora diretamente para que a sociedade seja modificada. Mas esse serviço não pode ser esporádico, deve ser uma dedicação permanente até que a necessidade seja suplantada.
Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa (Lc 1,56).
Por outro lado, Maria também mostra outra atitude, a de ir embora quando a necessidade é suplantada. Saber a hora de sair é importante, pois faz com que a pessoa auxiliada reconheça-se como capaz de continuar a caminhada e constrói nelas a maturidade e a coragem.
Outra atitude, inclusa nesse momento, é que Maria retornará para sua família. Explicitar, aos envolvidos, as decisões das suas atitudes, facilitará o convívio e a aceitação, pois as pessoas tiverem um longo período para acalmarem seus corações. As dúvidas, que as pessoas possam ter, serão sanadas com calma. Enfrentará as decisões das pessoas envolvidas, mas acredita que Deus semeou a compreensão e que o Projeto de Redenção proposto por Deus está a salvo.
Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa (Lc 1,56).
Por outro lado, Maria também mostra outra atitude, a de ir embora quando a necessidade é suplantada. Saber a hora de sair é importante, pois faz com que a pessoa auxiliada reconheça-se como capaz de continuar a caminhada e constrói nelas a maturidade e a coragem.
Outra atitude, inclusa nesse momento, é que Maria retornará para sua família. Explicitar, aos envolvidos, as decisões das suas atitudes, facilitará o convívio e a aceitação, pois as pessoas tiverem um longo período para acalmarem seus corações. As dúvidas, que as pessoas possam ter, serão sanadas com calma. Enfrentará as decisões das pessoas envolvidas, mas acredita que Deus semeou a compreensão e que o Projeto de Redenção proposto por Deus está a salvo.
domingo, 20 de maio de 2012
TCC - Curso de Mariologia - PUC-RS - Deus me fez grande para que eu seja escrava do meu irmão
Maria reconhece que suas atitudes estão colaborando com o projeto de Deus e, fazendo memória da história de seu povo, canta:
Então Maria disse: "Minha alma proclama a grandeza do Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Doravante todas as gerações me felicitarão, porque o Todo-poderoso realizou grandes obras em meu favor: seu nome é santo, e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração. Ele realiza proezas com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias. Socorre Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais - em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre." (Lc 1, 46-55).
Esse canto proclamado por Maria, já havia sido proclamado por sua antepassada Ana (1Sm 2,1-10) no tempo de Eli, para exaltar as grandezas de Deus na História. A atitude de Maria em entoá-lo, mostra que ela era uma pessoa estudiosa de seu povo e incentivadora para que os demais fizessem o mesmo. O estudo da história auxilia as pessoas a perceberem os sinais de Deus em seu momento histórico.
Maria, a partir desse momento, sabe que estará presente na história como agente interventor, pois contribui para a mudança de atitude da sociedade. Reconhece que essa mudança se deve a escolha de Deus e que ela deveria fazer a parte que a cabia. Maria percebe que além de gerar o Filho de Deus, deve também auxiliar aos irmãos necessitado e resgatar a esperança do povo, pois Deus escutou novamente o clamor do povo.
Então Maria disse: "Minha alma proclama a grandeza do Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Doravante todas as gerações me felicitarão, porque o Todo-poderoso realizou grandes obras em meu favor: seu nome é santo, e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração. Ele realiza proezas com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias. Socorre Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais - em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre." (Lc 1, 46-55).
Esse canto proclamado por Maria, já havia sido proclamado por sua antepassada Ana (1Sm 2,1-10) no tempo de Eli, para exaltar as grandezas de Deus na História. A atitude de Maria em entoá-lo, mostra que ela era uma pessoa estudiosa de seu povo e incentivadora para que os demais fizessem o mesmo. O estudo da história auxilia as pessoas a perceberem os sinais de Deus em seu momento histórico.
Maria, a partir desse momento, sabe que estará presente na história como agente interventor, pois contribui para a mudança de atitude da sociedade. Reconhece que essa mudança se deve a escolha de Deus e que ela deveria fazer a parte que a cabia. Maria percebe que além de gerar o Filho de Deus, deve também auxiliar aos irmãos necessitado e resgatar a esperança do povo, pois Deus escutou novamente o clamor do povo.
domingo, 13 de maio de 2012
TCC - Curso de Mariologia - PUC-RS - Assustando ao chegar e o reconhecimento de seu valor
A jovem grávida adentra ao lar de sua prima e causa alvoroço, com certeza devido ao seu compromisso com Deus. Isabel, grávida, percebe que não se trata de uma visita comum e acolhe sua prima. Percebe a presença de Deus nesse momento, conforme o texto que segue:
“Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: ‘Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu’.(Lc 1,40-45)”
Isabel exclama uma saudação à Maria que a reconhece como a grande escolhida de Deus. Com essa saudação, que já havia sido usada em outras oportunidades (Jz 5,24 e Jt 13,18), Isabel afirma que Maria é importante para a história do povo e que deve continuar como missionária do Projeto de Redenção de Deus.
A atitude de escrava do Senhor, que Maria tinha ao sair de sua região, transforma-se, ao chegar à casa de Zacarias e Isabel, em missão a serviço do Senhor no irmão. Maria é a missionária do Projeto da Redenção de Deus e mostra que devemos construir o Reino de Deus servindo aqueles que têm necessidades e falando que Deus está presente na vida do povo.
“Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: ‘Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu’.(Lc 1,40-45)”
Isabel exclama uma saudação à Maria que a reconhece como a grande escolhida de Deus. Com essa saudação, que já havia sido usada em outras oportunidades (Jz 5,24 e Jt 13,18), Isabel afirma que Maria é importante para a história do povo e que deve continuar como missionária do Projeto de Redenção de Deus.
A atitude de escrava do Senhor, que Maria tinha ao sair de sua região, transforma-se, ao chegar à casa de Zacarias e Isabel, em missão a serviço do Senhor no irmão. Maria é a missionária do Projeto da Redenção de Deus e mostra que devemos construir o Reino de Deus servindo aqueles que têm necessidades e falando que Deus está presente na vida do povo.
terça-feira, 8 de maio de 2012
TCC - Curso de Mariologia - PUC-RS - Irei ajudar minha prima, enquanto Deus acalma o coração de meus pais e de José.
Maria, após assumir o compromisso de ser a Mãe do Senhor, teria que comunicar a todos as suas decisões. Ela tinha ciência de que estava prestes a se casar com José, que suas decisões abalariam o relacionamento entre as famílias e que as suas atitudes eram contra as leis dos homens, podendo ser condenada a morte. Mas uma pergunta deve ser feita: O que fazer para acalmar o coração das pessoas para que suas reações sejam coerentes com o projeto de Deus?
Utilizando-se de sua sabedoria, Maria comunica aos familiares as decisões e parte imediatamente para a casa de Isabel, sua prima: “Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, às pressas, a uma cidade da Judéia.” (Lc 1, 39).
Maria tinha ciência de que seria o tema das discussões naquele momento. Ao decidir ausentar-se da região em que morava, faria com que as pessoas, diretamente envolvidas, acalmassem-se e refletissem sobre o que estava acontecendo, para assim tomarem as decisões coerentes. Além disso, ela ajudaria sua prima nas necessidades e, principalmente, preservaria o Projeto de Redenção de Deus, que corria sério risco devido à inquietude de José naquele momento (Mt 1, 18ss).
A atitude de afastamento que Maria apresenta nesse breve período, revela-nos que, muitas vezes, devemo-nos afastar do círculo de discussão para que as pessoas exponham seus pensamentos e sentimentos, principalmente se formos o motivo da discussão. Entretanto, afastamento não é sinônimo de isolamento, pelo contrário, ao afastar-se Maria abre a oportunidade para que as pessoas compreendam as circunstâncias que motivaram suas decisões, e a sua dedicação em ser a “Escrava do Senhor”.
Utilizando-se de sua sabedoria, Maria comunica aos familiares as decisões e parte imediatamente para a casa de Isabel, sua prima: “Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, às pressas, a uma cidade da Judéia.” (Lc 1, 39).
Maria tinha ciência de que seria o tema das discussões naquele momento. Ao decidir ausentar-se da região em que morava, faria com que as pessoas, diretamente envolvidas, acalmassem-se e refletissem sobre o que estava acontecendo, para assim tomarem as decisões coerentes. Além disso, ela ajudaria sua prima nas necessidades e, principalmente, preservaria o Projeto de Redenção de Deus, que corria sério risco devido à inquietude de José naquele momento (Mt 1, 18ss).
A atitude de afastamento que Maria apresenta nesse breve período, revela-nos que, muitas vezes, devemo-nos afastar do círculo de discussão para que as pessoas exponham seus pensamentos e sentimentos, principalmente se formos o motivo da discussão. Entretanto, afastamento não é sinônimo de isolamento, pelo contrário, ao afastar-se Maria abre a oportunidade para que as pessoas compreendam as circunstâncias que motivaram suas decisões, e a sua dedicação em ser a “Escrava do Senhor”.
domingo, 29 de abril de 2012
TCC - Curso de Mariologia - PUC-RS - Da surpresa aguardada à resposta esperada
O estudo das atitudes é importante para que possamos compreender a “humanidade de Maria”, muitas vezes abandonadas ou esquecidas em nome de uma suposta “defesa” da Mãe de Jesus. Apresentar as suas características humanas não retira dela a importância na participação da história da Redenção, mas adiciona uma grande verdade aos seguidores de Jesus Cristo: o serviço da construção do Reino de Deus está acessível a todos que assim o desejarem fazer.
O episódio da anunciação da chegada do Messias, no evangelho de Lucas, apresenta Deus solicitando a “permissão” para alterar o rumo da história humana. Essa solicitação é feita a uma jovem de Nazaré, aldeia da Galiléia, que era dominada pelo império Romano. A jovem estava prometida em casamento a um descendente da casa de Davi, de nome José. O texto abaixo apresenta um diálogo entre o enviado de Deus, o anjo Gabriel, e a jovem escolhida:
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava, e disse: ‘Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!’. Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse: ‘Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim’. Maria perguntou ao anjo: ‘Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?’. O anjo respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar da sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus nada é impossível.’. Maria disse: ‘Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra’. E o anjo a deixou.” (Lc 1,26-38)
Nesse primeiro trecho, que recebe a denominação “Anunciação”, ou “O Messias vai chegar”, ou ainda “Anúncio do nascimento de Jesus”, dependendo da tradução bíblica utilizada, revela várias atitudes de Maria diante da conversa com o enviado de Deus. Apresenta também algumas de suas características, que são úteis para montar a personalidade da escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador.
A primeira atitude apresentada no texto é de uma jovem que ficou preocupada, intrigada ou perturbada diante da saudação do enviado de Deus. Apesar de seu convívio com Deus através das orações, Maria recebe as novidades que causam-lhe perturbação e, em um primeiro momento, a busca de defesa diante do desconhecido.
Para algumas pessoas, essa perturbação diante do enviado de Deus seria motivo suficiente para dizer que Maria não apresentava confiança em Deus e por isso ela é apenas um instrumento sem valor, mas ao revermos a saudação dada a Maria, podemos analisar que a sua preocupação seria com a elevação de sua pessoa à grandeza de Deus.
Logo na sequencia, é apresentada a segunda atitude de Maria diante da saudação do visitante, a reflexão. Maria nesse momento utiliza-se do silêncio. A resposta imediata causaria um impacto negativo no diálogo, por outro lado a reflexão em silêncio, mesmo que seja momentâneo, leva o visitante a ter que apresentar os motivos de sua presença. Essa reflexão, que Maria fez durante o diálogo, apresenta ainda duas atitudes que não são citadas no texto, mas são claramente compreendidas, o silenciar e o escutar.
O silenciar e o escutar mostram a característica de paciência da jovem diante uma nova proposta. Ambas colaboram para a reflexão, pois a comunicação é simples e direta, ou seja, apenas o anjo fala. Poder-se-ia dizer que a Maria tem uma atitude de passividade, diante da conversa com o anjo, mas a realidade é outra, como veremos a seguir.
Após a apresentação da proposta de Deus, por seu enviado, Maria passa a questioná-lo. Eis outra atitude que leva muitas pessoas a diminuírem o valor de Maria na história da Redenção, com a justificativa de que Maria não tem direito a questionar as decisões de Deus. Entretanto a história do povo hebreu apresenta uma contrariedade a essa afirmação. Ao questionar os desígnios de Deus, Maria toma para si as atitudes de Abraão quando Deus decidiu acabar com Sodoma e Gomorra. (Gn 18, 16-33)
Logo, podemos concluir que questionar a Deus não é desconhecer sua a onipotência, mas sim a busca do conhecimento que ainda não se possui. Quando adquirimos conhecimento, podemos responder conscientemente a uma proposta que nos é feita por Deus. E assim agiu Maria, buscou as respostas para suas dúvidas.
Com o questionar: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?”, Maria apresenta o falar verdadeiro e sem medo. Maria reconhece-se como uma ignorante a alguns pontos da proposta de Deus para conceber ao Seu Filho e, quer que o enviado fale como ocorrerá. Maria sabia que a relação sexual teria que acontecer para haver a concepção e, ao exigir que o anjo Gabriel fale sobre o assunto, ela exige que tudo seja-lhe revelado em relação ao projeto de Deus.
Tendo conhecimento da proposta de Deus, aguarda-se de Maria uma resposta. A resposta é afirmativa e dada de maneira simples, mas revela a atitude de uma pessoa ativa, comprometida com o rumo da sociedade. No mesmo momento Maria apresenta a valorização daqueles que servem aos demais, ao se definir a “Escrava do Senhor”, Maria antecipa a resposta sobre a discussão de quem é o maior no Reino de Deus (Mt 18, 1ss ; Mc 9, 30ss ; Lc 6, 40ss ; Lc 7, 28 ; Lc 9, 46ss ; Lc 22, 24ss). Maria, reconhecendo-se como Escrava do Senhor, sabe que deverá servir aos demais e que seu exemplo ajudará a construir o Projeto da Redenção. Essa atitude de Maria influenciará no caráter de Jesus e em suas atitudes.
O episódio da anunciação da chegada do Messias, no evangelho de Lucas, apresenta Deus solicitando a “permissão” para alterar o rumo da história humana. Essa solicitação é feita a uma jovem de Nazaré, aldeia da Galiléia, que era dominada pelo império Romano. A jovem estava prometida em casamento a um descendente da casa de Davi, de nome José. O texto abaixo apresenta um diálogo entre o enviado de Deus, o anjo Gabriel, e a jovem escolhida:
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava, e disse: ‘Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!’. Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse: ‘Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim’. Maria perguntou ao anjo: ‘Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?’. O anjo respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar da sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus nada é impossível.’. Maria disse: ‘Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra’. E o anjo a deixou.” (Lc 1,26-38)
Nesse primeiro trecho, que recebe a denominação “Anunciação”, ou “O Messias vai chegar”, ou ainda “Anúncio do nascimento de Jesus”, dependendo da tradução bíblica utilizada, revela várias atitudes de Maria diante da conversa com o enviado de Deus. Apresenta também algumas de suas características, que são úteis para montar a personalidade da escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador.
A primeira atitude apresentada no texto é de uma jovem que ficou preocupada, intrigada ou perturbada diante da saudação do enviado de Deus. Apesar de seu convívio com Deus através das orações, Maria recebe as novidades que causam-lhe perturbação e, em um primeiro momento, a busca de defesa diante do desconhecido.
Para algumas pessoas, essa perturbação diante do enviado de Deus seria motivo suficiente para dizer que Maria não apresentava confiança em Deus e por isso ela é apenas um instrumento sem valor, mas ao revermos a saudação dada a Maria, podemos analisar que a sua preocupação seria com a elevação de sua pessoa à grandeza de Deus.
Logo na sequencia, é apresentada a segunda atitude de Maria diante da saudação do visitante, a reflexão. Maria nesse momento utiliza-se do silêncio. A resposta imediata causaria um impacto negativo no diálogo, por outro lado a reflexão em silêncio, mesmo que seja momentâneo, leva o visitante a ter que apresentar os motivos de sua presença. Essa reflexão, que Maria fez durante o diálogo, apresenta ainda duas atitudes que não são citadas no texto, mas são claramente compreendidas, o silenciar e o escutar.
O silenciar e o escutar mostram a característica de paciência da jovem diante uma nova proposta. Ambas colaboram para a reflexão, pois a comunicação é simples e direta, ou seja, apenas o anjo fala. Poder-se-ia dizer que a Maria tem uma atitude de passividade, diante da conversa com o anjo, mas a realidade é outra, como veremos a seguir.
Após a apresentação da proposta de Deus, por seu enviado, Maria passa a questioná-lo. Eis outra atitude que leva muitas pessoas a diminuírem o valor de Maria na história da Redenção, com a justificativa de que Maria não tem direito a questionar as decisões de Deus. Entretanto a história do povo hebreu apresenta uma contrariedade a essa afirmação. Ao questionar os desígnios de Deus, Maria toma para si as atitudes de Abraão quando Deus decidiu acabar com Sodoma e Gomorra. (Gn 18, 16-33)
Logo, podemos concluir que questionar a Deus não é desconhecer sua a onipotência, mas sim a busca do conhecimento que ainda não se possui. Quando adquirimos conhecimento, podemos responder conscientemente a uma proposta que nos é feita por Deus. E assim agiu Maria, buscou as respostas para suas dúvidas.
Com o questionar: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?”, Maria apresenta o falar verdadeiro e sem medo. Maria reconhece-se como uma ignorante a alguns pontos da proposta de Deus para conceber ao Seu Filho e, quer que o enviado fale como ocorrerá. Maria sabia que a relação sexual teria que acontecer para haver a concepção e, ao exigir que o anjo Gabriel fale sobre o assunto, ela exige que tudo seja-lhe revelado em relação ao projeto de Deus.
Tendo conhecimento da proposta de Deus, aguarda-se de Maria uma resposta. A resposta é afirmativa e dada de maneira simples, mas revela a atitude de uma pessoa ativa, comprometida com o rumo da sociedade. No mesmo momento Maria apresenta a valorização daqueles que servem aos demais, ao se definir a “Escrava do Senhor”, Maria antecipa a resposta sobre a discussão de quem é o maior no Reino de Deus (Mt 18, 1ss ; Mc 9, 30ss ; Lc 6, 40ss ; Lc 7, 28 ; Lc 9, 46ss ; Lc 22, 24ss). Maria, reconhecendo-se como Escrava do Senhor, sabe que deverá servir aos demais e que seu exemplo ajudará a construir o Projeto da Redenção. Essa atitude de Maria influenciará no caráter de Jesus e em suas atitudes.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
TCC - Curso de Mariologia - PUC-RS - Introdução
Quando recebi uma mensagem eletrônica, de um amigo, sobre o curso de extensão em Mariologia, oferecido pela União Marista do Brasil em conjunto com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, açulou-me o desejo de participar e ampliar o conhecimento com o tema.
Com o passar de apenas algumas semanas do início do curso, tive que enfrentar a enfermidade de meu pai cm uma dedicação integral para a recuperação de sua saúde. Entrei em contato com a secretaria do curso para adiar a minha participação, mas fui informado que a mesma não poderia ocorrer. A decisão de abandonar o curso estava acertada. No dia em que informaria tal decisão, resolvi rever as aulas disponíveis e a solicitação do trabalho, referente ao primeiro módulo. Essa revisão levou-me a mudar minha decisão.
Com a realização do estudo, recuperei o ânimo e concluí que as dificuldades seriam superadas através de enfrentamentos, como Maria assim o fazia, e durante todo o período que passei no hospital com meu pai era animado pelo estudo das atitudes de Maria para com Jesus e com os demais. Meu pai veio a falecer e, em momento de tristeza e egoísmo, novamente recorri a Mãe Santíssima.
Passado esse período, percebi que Maria estava muito mais presente em minha vida do que imaginava. E essa presença, fez-me compreender algumas das atitudes de Jesus. Apesar de participar de uma associação que leva o nome de Maria Santíssima, a Legião de Maria, o sentir a presença de Maria deu-se nesse momento. Decidi que o trabalho de conclusão desse curso deveria fazer menção essa experiência. Como o estudo das atitudes de Maria tornar-se-a-ia muito extenso, decidi por escolher um determinado período da grande história de Maria.
Com o passar de apenas algumas semanas do início do curso, tive que enfrentar a enfermidade de meu pai cm uma dedicação integral para a recuperação de sua saúde. Entrei em contato com a secretaria do curso para adiar a minha participação, mas fui informado que a mesma não poderia ocorrer. A decisão de abandonar o curso estava acertada. No dia em que informaria tal decisão, resolvi rever as aulas disponíveis e a solicitação do trabalho, referente ao primeiro módulo. Essa revisão levou-me a mudar minha decisão.
Com a realização do estudo, recuperei o ânimo e concluí que as dificuldades seriam superadas através de enfrentamentos, como Maria assim o fazia, e durante todo o período que passei no hospital com meu pai era animado pelo estudo das atitudes de Maria para com Jesus e com os demais. Meu pai veio a falecer e, em momento de tristeza e egoísmo, novamente recorri a Mãe Santíssima.
Passado esse período, percebi que Maria estava muito mais presente em minha vida do que imaginava. E essa presença, fez-me compreender algumas das atitudes de Jesus. Apesar de participar de uma associação que leva o nome de Maria Santíssima, a Legião de Maria, o sentir a presença de Maria deu-se nesse momento. Decidi que o trabalho de conclusão desse curso deveria fazer menção essa experiência. Como o estudo das atitudes de Maria tornar-se-a-ia muito extenso, decidi por escolher um determinado período da grande história de Maria.
terça-feira, 17 de abril de 2012
TCC - Curso de Mariologia - PUC-RS - Agradecimentos e Resumo
Agradecimentos
Agradeço a minha esposa, Denise, pela sua paciência em aceitar a minha ausência para dedicar-me ao estudo e por sempre perdoar-me dos meus erros.
Agradeço aos meus pais, Manuel e Deolinda, que, apesar de toda a dificuldade, ofereceram-me a oportunidade de estudar, incentivaram-me a buscar o conhecimento e souberam compreender os meus desejos.
Agradeço aos meus afilhados, Gabriel e Fernanda Idaline, e aos meus sobrinhos, Fernanda Corolina, Vitor, Bruna e Clara, que alimentam a minha busca em aprender a conversar com os mais jovens e a vontade de construir um mundo de Justiça, Paz e Amor.
Agradeço a Marivalda, por dar-me a oportunidade de cuidar da sua filha, Marina, por algumas horas diárias. Conviver com Marina leva-me a perceber que as descobertas devem ser motivos de alegria.
Agradeço aos irmãos legionários de Maria da paróquia Nossa Senhora do Carmo – Vila Alpina – São Paulo/SP, principalmente ao irmão Valdecir, pelas experiências compartilhadas durante esses dezenove anos de caminhada nessa associação.
“As grandes decisões da vida começam nas pequenas certezas!”
Hernane Martinho Ferreira - Junho/2009
RESUMO
Este trabalho apresentará, a partir da leitura dos Evangelhos, um estudo detalhado das atitudes de Maria, do período da Anunciação de ela que seria a Mãe do filho de Deus, passando pela decisão de servir sua prima Isabel, o reconhecimento de ser uma agente interventora da história e o retorno ao convívio com seus parentes e com José, que viria a ser seu esposo. Espero que esse possa auxiliar na formação de um perfil de Maria, Mãe de Jesus, na história do Povo de Deus. Outro objetivo desse é facilitar a compreensão dos membros Igreja Católica Apostólica Romana, que quando apresentamos a Humanidade de Maria, não a desvalorizamos, mas ampliamos a nossa liberdade e responsabilidade de construir o Reino de Deus.
Palavras-chave: Maria 1; Atitudes 2; Perfil 3; Serviço 4; Humanidade 5.
Imagem internet
Agradeço a minha esposa, Denise, pela sua paciência em aceitar a minha ausência para dedicar-me ao estudo e por sempre perdoar-me dos meus erros.
Agradeço aos meus pais, Manuel e Deolinda, que, apesar de toda a dificuldade, ofereceram-me a oportunidade de estudar, incentivaram-me a buscar o conhecimento e souberam compreender os meus desejos.
Agradeço aos meus afilhados, Gabriel e Fernanda Idaline, e aos meus sobrinhos, Fernanda Corolina, Vitor, Bruna e Clara, que alimentam a minha busca em aprender a conversar com os mais jovens e a vontade de construir um mundo de Justiça, Paz e Amor.
Agradeço a Marivalda, por dar-me a oportunidade de cuidar da sua filha, Marina, por algumas horas diárias. Conviver com Marina leva-me a perceber que as descobertas devem ser motivos de alegria.
Agradeço aos irmãos legionários de Maria da paróquia Nossa Senhora do Carmo – Vila Alpina – São Paulo/SP, principalmente ao irmão Valdecir, pelas experiências compartilhadas durante esses dezenove anos de caminhada nessa associação.
“As grandes decisões da vida começam nas pequenas certezas!”
Hernane Martinho Ferreira - Junho/2009
RESUMO
Este trabalho apresentará, a partir da leitura dos Evangelhos, um estudo detalhado das atitudes de Maria, do período da Anunciação de ela que seria a Mãe do filho de Deus, passando pela decisão de servir sua prima Isabel, o reconhecimento de ser uma agente interventora da história e o retorno ao convívio com seus parentes e com José, que viria a ser seu esposo. Espero que esse possa auxiliar na formação de um perfil de Maria, Mãe de Jesus, na história do Povo de Deus. Outro objetivo desse é facilitar a compreensão dos membros Igreja Católica Apostólica Romana, que quando apresentamos a Humanidade de Maria, não a desvalorizamos, mas ampliamos a nossa liberdade e responsabilidade de construir o Reino de Deus.
Palavras-chave: Maria 1; Atitudes 2; Perfil 3; Serviço 4; Humanidade 5.
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