Não tenho pretensões

Meus escritos e minhas opiniões podem valer R$0,01 mas se a juntarmos a de 200.000.000 de pessoas desse país, debatermos com respeito e trabalharmos por aprimorá-las, com certeza poderemos construir um país melhor para todos! Venha debater!
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domingo, 13 de outubro de 2013

Planejamento Pastoral

Amada(o) Irmã(o) que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os momentos de nossa vida! Chegamos ao último trimestre do ano! Época de planejarmos as atividades pastorais para o ano de 2014!
Após muita reflexão, cheguei a conclusão que essa época não é a mais propícia para realizarmos o planejamento pastoral! Não que seja a época errada, mas é um período em que estamos mais exauridos pelas atividades escolares, profissionais e pastorais! Entretanto isso não deve ser motivo para realizarmos essa preparação de qualquer forma! Muito pelo contrário, devemos estar consciente para que ele seja muito bem realizado.

No texto que escrevi para a edição zero do Legiornal (http://pt.calameo.com/read/002205624a9b6ae10d572 - naquela edição, não havíamos escolhido o nome) eu cito alguns passos para construirmos uma ponte. E essa deve ser construída diariamente, para que possamos atingir o lugar que queremos. Mas repetir tudo aquilo que escrevi é colocar leite para fervido para ferver. Entretanto, eu penso que tudo deve ser atualizado!
O que servia para ontem pode ser a base para os dias de hoje, pois existe uma mudança de consciência, tecnologias, vivências e de pessoas, de período em período. É excelente que isso ocorra! Mostra que somos seres-humanos e não meros robôs! Infelizmente nem todos pensam da mesma forma e esses não querem que seja mudado nem uma vírgula de lugar! O que podemos fazer em relação a essa atitude? Conversarmos! Utilizarmos de argumentos válidos para que as pessoas consigam assimilarem o quão benéfico pode ser a mudança!
É importante lembrarmos que nem tudo que “deu certo” é imprescindível, e nem tudo que “deu errado” é dispensável! Somos seres humanos, e como tal, temos virtudes e limitações. Essas características, erros e acertos, colaboram diretamente para o resultado de um planejamento. Devemos avaliar corretamente e ter consciência para as decisões.
Outra característica que devemos tem em mente, é que somos “instrumentos” construtores do Reino de Deus e utilizados pela ação do Espírito Santo! Entretanto, não podemos entregar tudo nas mãos do Espírito Santo, a ação Dele acontece quando enchemos o nosso barril de água (Jo 2, 1ss). Por outro lado, não podemos exigir que o resultado seja pontualmente o que desejamos, pois excluiremos a intervenção de Deus no planejamento. Encontrar um equilíbrio no Planejamento é fundamental para atingirmos os objetivos!
Por esses motivos, torna-se necessário excluirmos de nossa vida as mágoas e rancores que podem ter ocorrido na caminhada. Devemos deixar de lado também as certezas de acertos e vanglórias que podem se transformarem em soberba! Devemos estudar a nossa caminhada, sem julgamento e sem decisão, e nos abrirmos por completo à ação do Espírito Santo!
Por isso, façamos nosso ato penitencial, cantemos glórias ao Senhor, façamos a leitura da Palavra de Deus, partilhemos nossos anseios com os irmãos e comunguemos a alegria de vivermos no corpo de Cristo, para que possamos planejar e alcançarmos os objetivos que Deus nos pede!

Um grande Beijo da Paz!
Hernane Martinho Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos


domingo, 17 de junho de 2012

Retrospectiva

Feliz 2012!!! Querida(o) Irmã(o) estamos começando mais um ano em que: “O Espírito do Senhor Javé está sobre mim, porque Javé me ungiu. Ele me enviou para dar a boa notícia aos pobres, para curar os corações feridos, para proclamar a libertação dos escravos e pôr em liberdade os prisioneiros, para promulgar o ano da graça de Javé, o dia da vingança do nosso Deus, e para consolar todos os aflitos, os aflitos de Sião, para transformar sua cinza em coroa, seu luto em perfume de festa, seu abatimento em roupa de gala. Eles serão chamados de carvalhos da justiça, plantação de Javé para a sua glória. Eles reconstruirão as ruínas antigas, erguerão novamente em pé os velhos escombros. Renovarão as cidades arruinadas e os escombros de muitas gerações” (Is 61, 1-4).

Quero iniciar esse ano falando de algo muito usado pela imprensa, nesse período do ano: retrospectiva. Normalmente os meios de comunicação utilizam-se de programas, com duração média de 60 minutos, onde narram os “fatos mais importantes do ano no Brasil e no mundo”. Esse tipo de programa é muito interessante, pois traz à nossa vista várias notícias que ocorreram no período. Mas como todo programa, independente de emissora ou característica, as retrospectivas também são tendenciosas, levando ao público assuntos de interesses particulares, criando a sua verdade histórica.
Por outro lado a retrospectiva é extremamente importante, pois nos auxilia na caminhada e na construção do Reino de Deus, pois o povo que não conhece sua história não terá futuro! É dever de todos, principalmente dos cristãos, fazerem uma pausa para reverem suas atitudes e compromissos, mas devemos lembrar que a retrospectiva é para orientação e não lamentação. Infelizmente, muitos de nós ficamos presos ao passado lamentando e deixamos de enxergar as maravilhas que acontecem diariamente em nossas vidas!
Toda retrospectiva deve ser realizada com um olhar amoroso e crítico. Crítico, pois deve ser avaliado se tudo o que realizamos foi para a construção de Reino de Amor, Paz e Justiça. Amoroso, pois no passado deixamos amores vividos ou não conquistados, familiares e amigos que foram para junto de Deus, e os erros cometidos, que quando reconhecidos, são perdoados e nos auxiliam a enxergarmos o grande amor de Deus. Outra característica positiva da retrospectiva é que ela nos ajuda a enxergarmos novas decisões para problemas antigos, e até o presente momento sem solução.

Diferente dos meios de comunicação, a retrospectiva não deve ser apenas no fim do ano, mas em todos os dias, pois, assim sendo, facilita as nossas respostas na defesa da vida. Ela deve levar em consideração todos os momentos que vivemos, desde o simples abrir dos olhos ao despertar, passando por todos os detalhes do dia, principalmente aqueles que não acreditamos que tenham valor, o momento de diálogo com nosso Pai amoroso e a nossa Mãezinha do céu, até do nosso recolhimento para o descanso do corpo. Valorizar perfeitamente a cada um desses momentos faz com que enxerguemos a presença e a atuação de Deus em nossas vidas.
Que o ano de 2012 traga muitas alegrias e que tenhamos coragem e disponibilidade para suplantarmos as grandes dificuldades, e presenciarmos a alegria em servir a Deus! Mãos à obra!
Beijos da Paz e SALVE MARIA!!!!
Hernane M. Ferreira

domingo, 10 de junho de 2012

No meio do caminho tinha uma pedra

“No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra”
Carlos Drummond de Andrade



Querida(o) irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça contigo! Chegamos ao penúltimo mês de 2011, logo celebraremos o tempo de Advento, encerrando mais um ciclo litúrgico. Esse é tempo que muitas associações e pastorais começam a planejar os objetivos para o próximo ano. Até aí, como dizia meu pai: “são favas contadas...”, mas o que pensamos quando falamos em planejamento?
Você pode estranhar o porquê comecei esse texto com o poema de Carlos Drummond de Andrade, mas ele serve para lembrar que sempre há e haverá uma pedra no meio do caminho... Ela pode ser grande, enorme, média, pequena ou minúscula, independente do tamanho ela sempre estará lá, no meio do caminho... E como podemos determinar o valor da pedra? Qual a participação da pedra em uma caminhada? E o que é a pedra em um planejamento?
Para muitos a pedra pode ser um problema, algo que atrapalha a caminhada. Para outros é algo insignificante e pequeno demais para ser levado em consideração. Para alguns poucos a pedra tem valor imensurável, pois ela completa o caminho, serve de base para uma construção ou repouso em uma exaustão. Entretanto, a pedra não é o objetivo de um planejamento, mas faz parte de todo o processo. Seja ela vista como um motivo para pausa e reflexão, ou um peso a ser carregado, ou ainda uma necessidade.
Muitas vezes em nossos planejamentos, acabamos enxergando apenas a pedra problema e não adiante dela, com isso nosso objetivo fica minimizado a resolver problemas. Quando se planeja para resolver problemas, esquecemos de preparar novos desafios, novos modos de enxergarmos a realidade e transformarmos o futuro. Inevitavelmente dentro de um pequeno período estaremos planejando novamente para resolver outro problema e não para criarmos uma superação.
Então não devemos valorizar a pedra problema, correto? Esse pensamento está TOTALMENTE ERRADO! A pedra problema nos faz tropeçar, cair, xingar, machucar e tomar uma atitude para a mudança. Então ela é muito importante e ela pode ser transformada de problema para base de construção de um grande projeto.
Termino esse texto lembrando que normalmente tropeçamos nas pedras pequenas e sem valor, pois achamos que elas não podem nos fazer mal algum... Então ao planejar valorize os pequenos problemas, pois eles é que normalmente não deixarão você atingir o objetivo.
Um grande Beijo da Paz!
Hernane M. Ferreira

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A simbologia do doze

Querida (o) irmã (o) que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça contigo! “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apocalipse 12,1). É hora de festejarmos as maravilhas que Deus faz em nossas vidas. Festejemos a Mãe escolhida para a nossa Igreja.

Você já parou para analisar como o número doze está tão presente em nossas vidas? São doze os meses do ano, doze às tribos de Israel, doze os apóstolos, doze as estrelas da Coroa da mulher revestida do sol, doze as portas das muralhas de Jerusalém, doze as promessas do Sagrado Coração de Jesus, doze o dia de Nossa Senhora Aparecida, doze os horóscopos do zodíaco, doze cestos de pães que sobraram, doze... Vou aumentar um pouco mais a simbologia desse número: faltam doze meses para as Eleições no Brasil!!!!

Mas o que iremos discutir aqui é o tema planejamento, vou sugerir um nome para tal: 12 passos para iniciarmos a mudança! (Se fosse o nome de um livro era capaz de eu ganhar uma “grana”). Esses passos são básicos para iniciarmos um processo de mudança, até porque atingir objetivos requer muito mais de 12 passos! Então vamos a eles!

1º Passo: O que é Planejar? O dicionário irá nos mostrar que planejar é fazer um plano de trabalho (projeto). E projeto significa: lançado (jeto) pra frente (pro). Planejar é vislumbrar o futuro através de nossa interferência.

2º Passo: Por que Planejar? Devemos planejar para ter maior eficiência e eficácia, com menor esforço desprendido, além de tomarmos ciência da complexidade do trabalho e dos recursos que necessitamos.

3º Passo: Planejar para que? Planejar é fazer com que os participantes tenham ciência daquilo que está sendo construído/almejado. É necessário para que não se desvie do objetivo final proposto.

4º Passo: Qual o modo para planejar? Existem três modelos de planejar. Esses modelos recebem o nome de Gestão e são:
a) Hétero-Gestão: Os coordenadores traçam o objetivo e a programação para que os participantes cumpram o proposto.
b) Co-Gestão: Os coordenadores traçam o objetivo e a programação, a partir do que os participantes expuseram. Os coordenadores controlam para que os participantes cumpram o proposto.
c) Auto-Gestão: Os participantes definem o objetivo e a programação, depois escolhem os coordenadores que são responsáveis em colocar em prática a programação, junto com os participantes, visando alcançar o objetivo.

5º Passo: O que iremos planejar? Saber o que iremos planejar não é enxergar o objetivo, mas conhecer onde esse planejamento está sendo realizado. Ex..: Família, Empresa, Escola, Movimento, Pastoral etc. Cada um desses exemplos necessita de um planejamento, logicamente eles se entrelaçam em alguns momentos (eu diria quase sempre até porque não somos um amontoado de departamentos, somos um único ser humano).

6º Passo: Como está a nossa situação? Refletir as virtudes e fraquezas encontradas no momento atual. Essa visão crítica e criteriosa praticamente determinará o objetivo a ser alcançado em nosso planejamento, por esse motivo é importante lembrarmos que temos que avaliar o presente. Não podemos esquecer o passado (lições de vida e exemplos) e nem ficarmos presos a ele (lamentações).

7º Passo: Quem estará envolvido? Em cada um dos modos de planejar é necessário conhecermos quem irá construir o objetivo, pois podemos cair no erro de falar difícil fazendo que as pessoas não entendam.

8º Passo: Qual o objetivo a ser atingido? O objetivo deve ser simples! Nada de um livro com muitas palavras. Deve ser de fácil compreensão e que se consiga memorizar. Todos os envolvidos no processo devem conhecer o objetivo, pois pretendem alcança-lo.

9º Passo: Qual a programação? Um objetivo para ser alcançado passa por vários momentos. Esses momentos devem ser pensados, organizados, realizados e avaliados. Por isso eles recebem o nome de programação e não de planejamento, como muitas vezes escutamos falar. A programação deve ser divulgada sempre e organizada em função a alcançar o objetivo.

10º Passo: Qual o prazo? Todo planejamento deve ter um prazo determinado! Não poder ser nem longo demais, nem curto demais, pois, em ambos os casos, o objetivo não será alcançado.

11º Passo: Quem irá coordenar e quem irá executar? A primeira vista parece que essa questão foi respondida no 4º passo, mas não foi! Definir a responsabilidade de todos os envolvidos é o ponto mais crítico de um planejamento. Nem sempre o coordenador de direito é aquele que animará as pessoas a buscarem o objetivo. Então é necessário que pensemos como será essa coordenação, senão corremos o risco de nem iniciarmos os trabalhos.

12º Passo: Quando iremos avaliar? A avaliação não pode ser apenas no fim! Definir as pausas de avaliação do planejamento facilita o acerto de alguns desvios ocorridos na construção do objetivo.

Agora que já refletimos os 12 passos, que tal colocá-los em prática! Pode ser em casa, no praesidium (grupo base da Legião de Maria), na Igreja, na empresa, na Sociedade, na política! Lembre-se faltam 12 meses para escolhermos os nossos Líderes, essa é uma boa forma de você escolher seu candidato! Para você que pensou que eu iria explicar a simbologia do doze, desculpe mas esse tema fica para quando eu escrever na coluna formação!

Um grande Abraço Fraterno e que Deus continue a derramar suas Graças, pelas mãos da Mãe Aparecida, sobre você e sua família.
Hernane M. Ferreira



domingo, 7 de agosto de 2011

Sim, nós podemos fazer um Brasil melhor!

Querida(o) irmã(o) que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça com você! Paulo em sua carta a Tito diz: “o candidato deve ser irrepreensível, esposo de uma mulher, e seus filhos devem ter fé e não ser acusados de maus costumes nem de desobediência. De fato, sendo administrador de Deus, o dirigente deve ser irrepreensível, não arrogante, nem beberrão ou violento, nem ávido de lucro desonesto. Pelo contrário, deve ser hospitaleiro, bondoso, ponderado, justo, piedoso, disciplinado, e de tal modo fiel a fé verdadeira, conforme o ensinamento transmitido, que seja capaz de aconselhar segundo a sã doutrina e também, de refutar quando a contradizem.” (Tt 1,6-9). Essa carta escrita a Tito, para organizar a Comunidade de Creta, é muito atual e nos auxilia a organizarmos a nossa comunidade chamada Brasil.

Não é novidade para ninguém (assim eu espero!) os escândalos que envolvem os nossos políticos. A cada semana é revelado um “escândalo novo” para encobrir o da semana anterior. Quer alguns exemplos? Alguém lembra dos cartões corporativos? E os desvios da Sudene e Sudam? A violação do painel eletrônico do Senado? A utilização indevida das passagens aéreas paga pelo Congresso? O aumento do salário dos deputados e senadores? A compra/venda de votos dos deputados? Acredito que já basta... e isso não é nem um por cento dos escândalos políticos dos últimos 15 anos. Mas a partir dessa informação quero te fazer uma pergunta: ao ver essas notícias, qual a sua reação?

Infelizmente essas notícias nos entristecem, até porque eles são nossos representantes. Fomos nós que os elegemos! Por outro lado, percebemos que esse problema não é exclusivo do Brasil e nem, tão pouco, do nosso tempo. Lembra do texto bíblico citado acima. Com certeza Paulo alertava a Tito para um problema, semelhante aos de hoje, que ocorria na Comunidade de Creta. O mesmo texto, nos mostra como solucionarmos o problema: Planejar a escolha dos representantes.

O planejamento é fundamental para alcançarmos um objetivo, seja onde for (casa, trabalho, sociedade, igreja, grupo, etc...)! Na política não é diferente! Sempre escuto: “Nunca haverá mudança na política! Sempre será a mesma roubalheira e por esse motivo as pessoas não se preocupam com a política”. Essa atitude, de não se preocupar com a política, é um planejamento cujo objetivo é que as coisas permaneçam como estão. Muito fácil de ser alcançado! Essas pessoas merecem todo o respeito, pois são as únicas que alcançam plenamente seus objetivos, apesar de estarem contribuindo para um mal enorme.

Como acredito que você não é uma dessas pessoas, faço-lhe um convite: VAMOS PLANEJAR UM BRASIL POLÍTICO MELHOR!

Isso é um objetivo de longo prazo, mas o primeiro passo deve ser dado imediatamente, para que possamos realmente construir o Reino de Justiça, Paz e Amor. Estamos a quatorze meses da eleição para o executivo (presidente e governadores) e legislativo (2/3 dos senadores, 100% dos deputados federais e estaduais) e esse é o momento de nos prepararmos para a escolha dos nossos representantes. Para tanto, apresento uma proposta de escolha de candidatos, que gostaria que fosse analisada por você:



1º passo - Excluir da escolha todos os candidatos que já exerceram cargo político por duas vezes ou mais, tanto no executivo como no legislativo (você já eliminou mais 80% dos candidatos);

2º passo - Excluir os candidatos (legislativo e executivo) que possuam pendências jurídicas (você pode estar pensando: “toda a pessoa é inocente até que se prove o contrário.”, concordo, mas o fato é que se você prestar um concurso público, for aprovado e estiver com alguma pendência jurídica sua inscrição é automaticamente cancelada. Então o critério tem que ser o mesmo para exercer um cargo político);

3º passo - Procure conversar pessoalmente com os candidatos que você escolheu (principalmente aos cargos do Legislativo). Pergunte sobre o plano de governo dos partidos e como eles pretendem formar as equipes de assessoria, se forem eleitos.

4º passo - Comece a pensar na possibilidade de ser um candidato. Esse país necessita do seu comprometimento.

5º passo - Anime seus familiares, amigos e conhecidos a fazerem o mesmo.

Acredito que esses passos são iniciais e devem ser completados, então, peço sua ajuda para ampliá-los! Sei que uma dúvida paira no ar: Será que vai dar certo? Isso eu não posso afirmar! Pode até não dar certo, mas se não tentarmos como saberemos? Um grande abraço e aguardo sua crítica!

Hernane M. Ferreira

Obs.: Você legionário deve estar lembrando da página 290 do manual da Legião de Maria onde diz que: “Nenhum centro legionário permitirá que a sua influência e os locais à sua disposição sejam utilizados para fins políticos ou a favor de algum partido político.”, e deve estar com receio sobre esse assunto. Pode ficar sossegado, não pretendo apresentar nenhum candidato ou partido político nesse espaço, mas ao mesmo tempo não posso calar-me diante das injustiças e do descaso de nossos “políticos profissionais”. Esse Newsletter foi criado para nos auxiliar na santificação, e a santificação é alcançada através da conversão. Conversão de uma sociedade de morte em sociedade de “VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA!” (cf. Jo 10,10).

domingo, 22 de maio de 2011

É hora de construir uma ponte!

Entre ano, sai ano, entra ano novamente, sai ano novamente e, muitas vezes, não visualizamos melhoras no nosso praesidium. Por que isso acontece???

Em alguns casos, realmente, não há melhoras, devido à falta de motivação dos membros. Nesse caso, há apenas uma solução: animar os membros! Como? Cabe a cada um descobrir como animar a si e aos outros... não existe fórmula pronta ou secreta!

Mas a realidade nos apresenta outra visão... Existe sim uma melhora nos Praesidia! Mas, como isso é possível se não a enxergamos?

ENTÃO VAMOS SUBIR NO HELICÓPTERO E ESTUDAR ESSA PONTE!

Muitas vezes, analisamos se há melhora no praesidium através da quantidade de membros: houve aumento de membros, o praesidium melhorou, houve redução, o praesidium regrediu. Esse aspecto pode até ser levado em consideração se, simplesmente, nos preocuparmos com números. Mas, lembremos que estamos lidando com seres humanos, imagem e semelhança de Deus, como nós. “E agora José, Maria, Sebastiana, Gumercindo? A ‘coisa’ mudou de figura!...”.

Então, a primeira pergunta deveria ser: Nós atingimos o objetivo proposto pelo praesidium?
Ao perguntarmos isso, logo lembramos da reunião de definição de tarefas (Pré-planejamento) ou da divisão de tarefas. Essas reuniões são importantes, mas não são somente elas! Um objetivo, para ser atingido, contém muito mais. Quando construímos uma ponte, precisamos conhecer: onde ela será construída, o tamanho que terá, o que irá ligar e para quem servirá, quanto tempo e esforços serão empregados, quais problemas encontraremos, como solucionaremos os problemas e, finalmente, quando estará pronta. Do mesmo modo é o nosso praesidium. E aí colocamos por terra o ditado que diz: “a ordem dos tratores não altera o viaduto”. Altera sim e muito!!! Por esse motivo, devemos colocar os tratores na ordem correta, para não desperdiçarmos energia. Então vamos a cada ponto:

Onde a ponte será construída – Como está o nosso praesidium?
Esse é o primeiro passo, e provavelmente o mais difícil. Nesse momento devemos conversar sobre o que cada membro pensa do praesidium. E não é fácil os membros falarem o que pensam ou sentem, pois não querem magoar os coordenadores. Cabe aos coordenadores buscarem a sabedoria e incentivarem os membros a expressarem uma crítica, até mesmo destrutiva, tornando-a algo para a construção do Reino de Deus!
Esse ponto não pode ser feito apenas em um momento, por isso é o mais difícil! Os coordenadores devem ter a sabedoria de quantas vezes será necessário repetir esse ponto, para purificarmos os corações e encontrar o objetivo de cada pessoa. Mas cuidado: esse processo deve ser ultrapassado, senão ficará como um cachorro correndo atrás do rabo!

Qual o tamanho da Ponte – Qual é o objetivo do Praesidium?
Depois de conhecer a realidade do Praesidium e os objetivos pessoais, é a hora de montar o objetivo do Praesidium. Esse objetivo deve ser como a Salada de Frutas: em uma travessa (Sociedade) deverá ser colocada um pouco de cada fruta (objetivos pessoais) e incrementada com o chantili (Objetivos da Igreja, Legião de Maria etc.). Para esse processo pode-se, e até deve-se, buscar assessoria de pessoas que não fazem parte do praesidium. Mas cuidado, o objetivo é do praesidium e não do assessor!

O que a ponte irá ligar e para quem ela servirá – O trabalho será realizado para quem?
O objetivo do Praesidium deve ir ao encontro da sociedade e das pessoas, respeitando-as sempre. Por esse motivo, deve-se conhecer para quem o trabalho será realizado, para não desperdiçar energia. Pode-se, num primeiro momento, buscar a melhora do praesidium. Depois melhorar o convívio paroquial e assim por diante.

Quanto tempo e esforços serão empregados – Como atingir o objetivo?
É o momento de aprimorar os conhecimentos dos membros, dividir as atividades e partir para a ação. Para se atingir um objetivo, deve-se dividi-lo o máximo possível, levando em consideração o número de membros e suas capacidades. Ao mesmo tempo em que o membro tem seus conhecimentos ampliados, ele deve ser desafiado a colocar em prática. Lembre-se de que cada pessoa é única, tem a sua velocidade de aprendizado e desenvolvimento. Não acelere e nem freie as pessoas sem necessidade!

Quais problemas encontraremos na construção – Estamos esquecendo de algo?
Reler o objetivo e suas divisões é necessário. Verifique se houve a conclusão da proposta para o período. Essa avaliação deve ser feita periodicamente por todos os membros, corrigindo possíveis falhas e animando a continuidade em busca do objetivo.

Como solucionar os problemas – Como corrigir um possível erro?
Primeiro passo é manter a calma! Lembre que estamos lidando com pessoas e não com um objeto qualquer. A correção do “possível erro” é, e sempre será, através do diálogo sincero. Faça uma avaliação de todo o processo e retorne ao ponto em que ficou faltando algo. Continue a caminhada daquele ponto. O trabalho realizado não foi perdido, apenas mudará a posição de onde a ponte irá terminar.

Quando a ponte estará pronta – Quando concluiremos o Objetivo?
Definir um período é extremamente importante. Ele não deve ser curto, pois não será atingido com eficiência, nem longo, pois haverá acomodação e esquecimento do objetivo. Definir o tempo é preciso! Respeitar o anseio das pessoas ainda mais!!!

Pronto! Agora é avaliar se o objetivo foi atingido em sua plenitude, celebrar a conclusão dos trabalhos e buscar um novo objetivo. Caso o objetivo não tenha sido atingido em plenitude, isso não é motivo para lamentação, muito pelo contrário, veja como um novo desafio!

Bem, agora já podemos descer do helicóptero e modificar a afirmação que fizemos no início desse texto. Sim houve uma melhora no nosso praesidium!

Mas lembre-se de sempre buscar o melhor... assim a vida continua, e como diz um grande poeta Ivan Lins: “... Depende de nós, que o circo esteja armado, que o palhaço esteja engraçado, que o riso esteja no ar...”.



Planejamento – Legiornal 00 – Legião de Maria
Hernane M. Ferreira