Não tenho pretensões
Meus escritos e minhas opiniões podem valer R$0,01 mas se a juntarmos a de 200.000.000 de pessoas desse país, debatermos com respeito e trabalharmos por aprimorá-las, com certeza poderemos construir um país melhor para todos! Venha debater!
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domingo, 7 de dezembro de 2014
Será que a minha casa está aberta?
“Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa.”Lc 2,7.
domingo, 16 de março de 2014
Ditos Populares: A juventude é agora e não no futuro!
Que a Paz de
Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os momentos de
nossas vidas! “O pão nosso de cada dia nos dai hoje;” (Mt 6,11).
Irmãs e
Irmãos, esse mês proponho estudarmos mais um dito popular, muito utilizado em
relação à juventude. Quem nunca escutou, ou até mesmo bradou: “A
juventude é o futuro do país!”?
Podemos
substituir a última palavra por qualquer outra que represente as diversas
secções da sociedade: Igreja, empresa, esporte, política, etc. Como no primeiro
dito popular, tenho certeza de que as pessoas não querem utilizar dessa
expressão com preconceito. Entretanto é nosso dever analisarmos aquilo que está
incluso na frase. Então vamos verificar:
a) Quando bradamos essa expressão, queremos que eles
sintam-se motivados a prosseguir na caminhada, entretanto, no futuro, as
pessoas que ali estão não serão mais jovens, logo a juventude não pode ser o
futuro e sim o presente; e
b) Essa frase também é utilizada quando os jovens são
chamados aos encontros de formação, sempre com um complemento, no mínimo
duvidoso: “Vocês jovens são o futuro de nossa equipe, mas precisam se preparar
para assumirem”. A princípio, pode não parecer, mas ao utilizarmos dessas
expressões, passamos a seguinte mensagem: “Vocês terão que aprender muito para
poderem almejar alguma coisa aqui!”.
Lógico que
concordo que todas as pessoas, sem exceção de idade, necessitam de formações,
motivações, desafios, auxílio, compreensão, cobranças, etc., para ampliarem os
seus “talentos” a serviço de toda a sociedade. Entretanto, não podemos achar
que uma determinada faixa etária merece privilégio ou decréscimo dependendo da
situação, e se isso ocorre, aí está o preconceito. Não quero com essas palavras
dizer que os idosos não devem ter fila de exclusividade, assento reservado, ou
prioridade de atendimento. Eles devem ter essas assistências e os mais jovens
devem entregar o respeito para quem já os ajudou com suas atividades.
Espero que na
próxima vez que formos utilizar uma frase, com referência à juventude, possamos
dizer: “A Juventude é o presente de Deus em nossos dias! Juntos, cresceremos
na caminhada!”.
Mande email
com sua sugestão!
Um grande
beijo da paz!
Hernane
Martinho Ferreira
Praesidium Mãe
dos Pequeninos
http://hernanemf.blogspot.com.br/
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Ditos Populares: a verdade por trás dos dizeres!
Que a Paz de
Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os momentos de
nossas vidas! “O clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e eu estou vendo a
opressão com que os egípcios os atormentam.” (Ex 3,9).
Quem de nós
nunca ouviu ou pronunciou um dito popular? Eles são parte da cultura brasileira,
usamos e abusamos deles diariamente. Entretanto, na maioria das vezes, os
utilizamos sem percebemos a verdade por trás dos dizeres. E é por isso que
devemos refletir sobre eles.
Começo com um
dito popular que escutamos diariamente: “A voz do povo é a voz de Deus!”. Eu
detesto ouvir essa expressão, pois acredito que ela está totalmente errada. Em
minha opinião, ela foi criada por uma pessoa interesseira e com uma ótima
oratória de convencimento do povo, fazendo que o povo acreditasse na propostas
e saíssem falando suas ideias e para o convencimento dos demais, dizia que era
a vontade de Deus que se fazia pela boca do povo. Sei que você pode achar que
estou louco (às vezes até eu acho que isso é verdade), mas apresentarei alguns
fatos que podem ajudar no entendimento.
Vamos
acreditar na possibilidade dessa expressão ser verdadeira, logo podemos
concluir que:
a)
Deus tem sido um tanto hipócrita e contraditório em
relação à Bíblia;
b)
Como a voz do povo deve ser a da maioria, as minorias
devem ser desprezadas e eliminadas;
c)
Todo mundo irá para o inferno, pois o pecado do outro
não tem perdão;
d)
O importante é me sentir bem, o restante que se
lasquem;
e)
Tenho mais expressões, mas acredito que apenas essas já
bastem.
Você deve
estar ligando para 192 (SAMU) e pedindo para que a ambulância traga uma camisa
de força, e que eu seja internado no manicômio. Não tiro sua razão, mas calma, Vou
tentar explicar! Pelo que espere até o fim do texto para fazer isso!
É importante
sabermos que Deus fala conosco diariamente e muitas vezes. Ele também
utiliza-se de nós para falar suas verdades. É verdade também que muitas pessoas
pensando em um mesmo objetivo é algo grandioso. Entretanto tudo isso junto não
pode, nem deve, ser considerado como a “Voz de Deus”.
Utilizarei de
alguns exemplos da Bíblia para justificar minha resposta:
Deus nos diz e
pede que defendamos a vida (Gn 4,9ss; IRs 17, 8-24; Mt 2,13) , entretanto, em
pesquisas recentes, a maioria é a favor do aborto e da pena de morte, logo a
voz do povo (maioria) não é a voz de Deus.
Para ser
considerada a voz do povo, ela deve ser maioria. Então a minoria é excluída.
Jesus veio a Terra para os excluídos! (Mt 18, 1ss)
A maioria
acredita que aqueles que participam de uma Igreja/Religião diferente do seu,
cometem pecado grave e serão condenados ao inferno. Deus nos fala que o todo
aquele que constrói o Reino Dele, é merecedor de respeito, logo não pode ser a
voz de Deus. (Mc 9,38-41; Jo 8,1-11)
O Povo hoje
fala que para se ter felicidade é necessário que você obtenha sucesso
financeiro, para saciar todos os seus desejos. Deus fala que para ser feliz e
entrar no Reino dos Céus você deve vender todos os seus bens materiais e
doa-los aos pobres. (Mt 19, 16-24; At 2, 42-47).
É importante
lembrar que Deus ouve o clamor do povo e fala pela boca do Profeta! E quem é o
profeta? O profeta é aquele que em uma sociedade mostras os erros que ela está
cometendo contra a Justiça, Paz, Amor e Liberdade, ou seja, aos olhos de Deus,
e aponta o caminho de conversão!
E quem são os
profetas de hoje? Temos muitos, ele pode ser qualquer pessoa, sem exceção.
Entretanto para reconhecermos a voz de Deus saindo pela boca de uma pessoa,
devemos prestar atenção ao que é falado! Eu posso falar que Deus está falando
muito, nesses dias atuais, pelo Papa Francisco.
Termino a
reflexão desse primeiro dito popular. Espero que o tenha convencido do erro que
o mesmo possui. No próximo mês expressarei minha opinião sobre outra expressão.
Que tal você escolher a próxima expressão? Mande email com sua sugestão!
Um grande
beijo da paz!
Hernane
Martinho Ferreira
Praesidium Mãe
dos Pequeninos
http://hernanemf.blogspot.com.br/
domingo, 11 de agosto de 2013
Papa Francisco e as atitudes do Cristão
Amada(o) Irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os momentos de nossa construção do Reino de Amor, Paz e Justiça! Acabada a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e a série de entrevistas sobre a visita do papa Francisco ao Brasil é hora de assumirmos os compromissos, continuarmos a caminhada e a construção do Reino de Deus.
Fiquei muito alegre com o que aconteceu nessas duas semanas! Renovei minhas forças, pois nos bares, nas esquinas, nas casas, na feira, nos restaurantes, onde quer que eu estivesse, havia alguém que falava da Igreja, do Papa, de Maria, mas, principalmente de Jesus Cristo! Alguns com opinião contrária, outros com admiração, outros ainda com ceticismo, mas o importante é conversavam sobre o assunto. Há muito tempo não ouvia esse tipo de conversa com tanto entusiasmo, como agora!
Quero, nesse texto, compartilhar algumas impressões que tive das falas do papa Francisco, principalmente da entrevista que ele concedeu a GloboNews (você pode acessar a entrevista através do seguinte sítio: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/07/globonews-exibe-integra-da-entrevista-com-o-papa-francisco.html).
Na entrevista, o Papa Francisco exala calma, dirige seu olhar ao que o entrevista, não tem medo de qualquer tipo de perguntas, emite opiniões com conhecimento de causa e, quando não tem o conhecimento, não nega que desconheça do assunto. Essa atitude marcante do líder da Igreja Católica Apostólica Romana é o verdadeiro exemplo de humildade, o mesmo que encontramos em Maria! Falar com calma, olhar para a pessoa com a qual se conversa e dizer com sinceridade o que se pensa derruba qualquer muro de intransigência do diálogo!
Mais alguns aspectos colaboram para derrubarmos os muros, como os demonstrados na entrevista, escutar quem fala até a conclusão do seu pensamento e pedir licença para concluir seu pensamento. O respeito à opinião alheia e solicitar permissão para que possa se concluir o que pensa derrubam o muro do preconceito!
Essas características, que o Papa Francisco transmitiu ao povo através da entrevista, contribuíram para que ele fosse escutado. E as palavras professadas pelo papa não fugiram do que a Igreja normalmente fala! Posso afirmar, em minha opinião, que não houve mudança no discurso. E se não houve mudança, então por que o povo escutou?
Pode não parecer, mas em umas das primeiras frases proferidas na entrevista responde a todo o alvoroço causado: “Quando você vai visitar alguém não vai dentro de uma caixa de vidro... ou faz-se uma viagem com comunicação humana ou não se faz a viagem!”. Ao demonstrar que não se possui medo diante do desconhecido, você adquire o respeito. A atitude de ir ao desconhecido, mesmo com várias pessoas sendo contrárias e dizendo que ele era louco, fez com que ele conquistasse o respeito de todos. E quem conquista o respeito de alguém, conquista também o direito de ser escutado!
O Papa falou também que devemos nos comunicar com todos, mas essa comunicação deve ser completa: “...comunicação pela metade não existe.”. Escutar, compreender, falar, repensar, reajustar, redimir, concluir, entre outras atitudes, são características necessárias ao Cristão. O Cristão vai ao encontro das pessoas e deve trata-las como tal: “vou visitar gente e quero trata-las como gente”, por isso a comunicação deve ocorrer por completo.
Ao ser questionado sobre os problemas existentes na Igreja, papa Francisco expõe da seguinte forma: “faz mais barulho uma árvore que cai do que um bosque que cresce!”. Reconhece os problemas na Igreja, sempre existiram e sempre existirão, entretanto prefere exaltar que há muito mais santos que trabalham pela construção do Reino de Deus do que os que destroem. Reconhecer os seus erros é dom de Deus, assumi-los e confessa-los é ser contemplado pelo perdão, comprometer-se em consertar os danos causados e nunca mais fazê-los é o caminho da conversão!
Na sequência, Papa Francisco nos recorda que devemos dar testemunhos de simplicidade e que: “Deus nos pede maior simplicidade.”. É dever de todo cristão testemunhar tudo o que Jesus Cristo disse. Infelizmente, na atualidade, escutamos discursos desconexos do testemunho de Jesus Cristo, o que ajuda o Filho de Deus a ser crucificado diariamente. Devemos entender o que Deus nos pede e sermos verdadeiros cristãos!
Outra frase que recordo é: “se uma Igreja só se comunica com documentos, ela é como uma mãe que só se comunica com os filhos através de cartas.”. Se fazer presente e viver a vida das pessoas é que nos torna próximos. As pessoas necessitam escutar a Palavra de Deus e nós devemos estar lá para saciar essa necessidade e portadores da esperança.
Ao ser questionado sobre a atitude dos jovens nos protestos realizados no Brasil, e no mundo o Papa Francisco disse: “Um jovem que não protesta não me agrada... O jovem busca a utopia!... Ele é essencialmente um desconforme e isso é muito lindo!”, e completou: “devemos cuidar para que os jovens não sejam manipulados!”. Mas a frase mais marcante sobre a juventude foi: “é através dos jovens que o futuro chegará ao mundo!”. Ao ouvir essas frases, principalmente a última citada, fiquei exaltado, diferente do que normalmente escutamos que somos o futuro, ele fala que o jovem é quem constrói o futuro! E que futuro queremos?
Papa Francisco expressou sua preocupação com a política e a economia praticadas no mundo: “O mundo em que vivemos caiu na idolatria ao dinheiro, sem controle ético e com a exclusão da sabedoria dos idosos e da força da juventude!”. A Igreja está no mundo e deve viver no mundo! Uma Igreja que não se preocupa com os aspectos políticos, sociais e econômicos da sociedade, não constrói o Reino de Justiça, Paz e Amor!
Nessa mesma passagem da entrevista, o Papa Francisco cita um rabino que explicava a passagem bíblica referente a Torre de Babel. Essa atitude de citar uma pessoa de Religião diferente, mostra que Deus se faz presente em todas as pessoas, credos ou religiões e que devemos saber reconhecer a voz de Deus onde ela for professada.
Papa Francisco nos impõem uma carga, que o próprio Cristo nos impôs: “Não deixem que os outros sejam protagonistas da história... sejam os protagonistas da história!”. Ser protagonista da história e assumir que todo cristão deve conduzir o povo a terra onde corre o leite e o mel. O cristão não deve se deixar corroer pela apatia e deve sempre apresentar uma resposta cristã as inquietudes da sociedade.
Ao final ele nos lembra que: “cada um dê à humanidade os valores éticos que a humanidade necessita!”, devemos trabalhar para saciar as necessidades dos excluídos pela economia e política mundial! E para encerrar esse texto, quero recordar o que o Papa Francisco disse sobre o exame de consciência: “ninguém pode colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo enquanto a uma criança que morre de fome, um idoso abandonado, enfermos sem assistência médicas, jovens sem educação e sem esperança na vida!”.
Papa Francisco, com as suas atitudes, deixou de ser uma voz que clama sozinha no deserto para nos mostrar como devemos nos comunicar com as pessoas e com o mundo!
Um grande beijo da Paz
Hernane Martinho Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos
http://hernanemf.blogspot.com.br/
domingo, 22 de julho de 2012
Dez Mandamentos dos líderes
Querida(o) Irmã(o) Salve Maria! É sempre uma alegria encontrá-lo para uma nova conversa! Nesse mês eu estava revendo alguns de meus arquivos e localizei a matéria que reproduzo abaixo. Ela não é de minha autoria, mas ela foi utilizada em diversas formações de lideranças que o Comitium Stella Maris realizou.
Como o significado da palavra formação diz: ação ou efeito de formar ou formar-se, a formação de liderança é toda ação responsável pela consciência de coordenar uma equipe. Por esse motivo é importante que os líderes possuam algumas “regras” para que consigam manter o respeito frente às decisões.
Seguem algumas dessas regras:
I. Respeitar o ser humano e crer nas suas possibilidades que são imensas;
II. Confiar no grupo mais do que em si mesmo;
III. Evitar críticas a qualquer pessoa em público, procurando sempre elogiar, diante do grupo, os aspectos positivos de cada um;
IV. Sempre dar o exemplo, em vez de criticar o tempo todo;
V. Evitar dar ordens, procurando a cooperação de cada um;
VI. Dar a cada um o seu lugar, levando em consideração os gostos, interesses e aptidões pessoais;
VII. Evitar tomar, mesmo de maneira provisória, a iniciativa de uma responsabilidade que pertence a outro, mesmo pensando que faria melhor. Evitar “passar por cima dos demais”.
VIII. Consultar antes de tomar uma decisão importante, que envolva interesses comuns;
IX. Antes de agir, explicar aos membros do grupo o que vai fazer e o porquê;
X. Evitar tomar parte nas discussões, quando presidir uma reunião. Guardar neutralidade absoluta, fazendo registrar, imparcialmente, as decisões do grupo.
Um grande abraço da Paz!
Hernane M. Ferreira
Como o significado da palavra formação diz: ação ou efeito de formar ou formar-se, a formação de liderança é toda ação responsável pela consciência de coordenar uma equipe. Por esse motivo é importante que os líderes possuam algumas “regras” para que consigam manter o respeito frente às decisões.
Seguem algumas dessas regras:
I. Respeitar o ser humano e crer nas suas possibilidades que são imensas;
II. Confiar no grupo mais do que em si mesmo;
III. Evitar críticas a qualquer pessoa em público, procurando sempre elogiar, diante do grupo, os aspectos positivos de cada um;
IV. Sempre dar o exemplo, em vez de criticar o tempo todo;
V. Evitar dar ordens, procurando a cooperação de cada um;
VI. Dar a cada um o seu lugar, levando em consideração os gostos, interesses e aptidões pessoais;
VII. Evitar tomar, mesmo de maneira provisória, a iniciativa de uma responsabilidade que pertence a outro, mesmo pensando que faria melhor. Evitar “passar por cima dos demais”.
VIII. Consultar antes de tomar uma decisão importante, que envolva interesses comuns;
IX. Antes de agir, explicar aos membros do grupo o que vai fazer e o porquê;
X. Evitar tomar parte nas discussões, quando presidir uma reunião. Guardar neutralidade absoluta, fazendo registrar, imparcialmente, as decisões do grupo.
Um grande abraço da Paz!
Hernane M. Ferreira
domingo, 6 de novembro de 2011
Tipos de Participantes
Salve Maria!!! Olá irmã(o) que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça sempre com você! Estamos novamente aqui para conversarmos, na última edição conversamos um pouco sobre os tipos de coordenações existentes. Com certeza você fez uma comparação entre a matéria e as pessoas próximas, mas você conversou com elas sobre liderança? Se ainda não o fez, faça! Você deve contribuir para o crescimento das pessoas e, por conseqüência, o seu.
Nessa edição, vamos conversar sobre os “tipos de participantes” (essa matéria está baseada na Formação de Liderança realizada pelo Comitium Stella Maris). Não conseguirei abordar todas as características, somente as mais comuns nos grupos... De imediato afirmo que todas as pessoas, com suas características, são necessárias para o crescimento do grupo, apesar de algumas características serem mais difíceis no convívio. Mostrarei a atuação do participante em um reunião e qual a atitude do coordenador para que a característica seja uma atitude de crescimento para o grupo.
Então vamos aos tipos de participante:
1) O eterno perguntador
Atuação do participante: é aquele que pergunta para atrapalhar. Deseja saber opinião do coordenador e deseja que o coordenador o apóie no ponto de vista dele.
Atitude de liderança: devolve a pergunta feita por ele ao grupo. Não toma partido e mantém-se neutro.
2) O Legal
Atuação do participante: está sempre pronto a ajudar. Seguro de si, não foge às dificuldades. Encara-as esportivamente. Sabe aceitar os colegas como são. Recebe, sem melindres, as críticas que lhe fazem.
Atitude da liderança: “usá-lo” em momentos oportunos. Não deve exagerar na sua participação.
3) O dos Apartes
Atuação do participante: é dispersivo e distrai os outros participantes. Pede apartes para falar do assunto ou para desviar o assunto.
Atitude da liderança: fazer-lhe uma pergunta direta sobre o que está sendo discutido.
4) O do Contra
Atuação do participante: é aquele que gosta de discutir e de ser contra o que está sendo tratado. É um bom sujeito, às vezes descontrolado e revoltado talvez por dificuldades pessoais.
Atitude da liderança: acalmá-lo é a primeira atitude para com ele. Não deixar que o grupo se excite. Procurar tratar de outro assunto. Dar mérito a alguma de suas observações, pois ajuda a todos a enxergarem algo diferente. Em particular, deve-se conversar, incentivar e auxiliá-lo na resolução de possíveis problemas individuais.
5) O mudo voluntário
Atuação do participante: não se interessa por coisa alguma. Considera-se acima das questões discutidas, achando-as simples demais, ou sente-se incapaz de abordá-las por considerá-las muito elevadas.
Atitude da liderança: incentivar a sua participação através de um assunto de seu conhecimento. É do tipo “superior”, peça a sua opinião, indicando o valor que o grupo dá à sua experiência, mas não exagerar para que o grupo não se ressinta. Dar destaque na 1ª vez que falar.
6) O Tímido
Atuação do participante: não tem coragem ou habilidade para expressar suas ideias. Teme a crítica e o julgamento “duro” dos outros.
Atitude da liderança: fazer-lhe perguntas fáceis. Fazer com que o grupo valorize sua participação.
7) O Obstinado (Idéia Fixa)
Atuação do participante: ignora sistematicamente o ponto de vista alheio. Não cede. Nada quer aprender com os outros.
Atitude da liderança: passe o ponto de vista dele para o grupo. Incentive ao grupo a discutir o assunto com o ponto de vista dele, apresentando os pontos positivos e negativos de sua exposição. Peça a ele para aceitar, por um instante, o ponto de vista do grupo, e que ele apresente os pontos positivos e negativos, da exposição do grupo.
8) O Sabe-Tudo
Atuação do participante: quer exibir-se e impor sua opinião. Às vezes está bem informado, outras vezes é simplesmente um tagarela, convencido de saber tudo.
Atitude da liderança: dar uma função para que ele fale. Evitar que ele domine o grupo através de sua fala. Levar o grupo a expressar as suas objeções. Interrompa-o dizendo: “É um detalhe interessante, mas vamos ver o que os colegas pensam disso?”. Lançar uma pergunta sobre um assunto em que ele esteja limitado.
9) O Tagarela
Atuação do participante: fala de tudo e sem parar, exceto do assunto em questão. Cansa, em geral, os interlocutores
Atitude da liderança: cortar delicadamente o “discurso” que faz, dizendo que sua observação é interessante, retornando ao assunto através de uma pergunta.
10) O Pedante
Atuação do participante: trata o grupo com altivez e não se integra nele. Critica duramente os outros e se coloca num pedestal.
Atitude da liderança: não ferir sua suscetibilidade. Não o critique. Use a técnica duvidosa: sim... mas... Concordar, logo em seguida ponderar conduzindo-o à reflexão.
11) O Aberto
Atuação do participante: não se faz de rogado para manifestar sua opinião. Diz o que pensa. É bem humorado, fala com simplicidade e se torna simpático a todos.
Atitude da liderança: “usá-lo” quando houver tensão no grupo. Deve ser o primeiro a ser chamado quando de um ponto de discussão aberto pelo obstinado.
12) O Introvertido
Atuação do participante: é naturalmente modesto. É prudente e reservado.
Atitude da liderança: procure integrá-lo lentamente, sem que ele perceba. Em particular procure elogiá-lo antes de o fazer em grupo.
Então é isso... Essas são algumas das características de participantes. Temos muitas outras, onde devemos aprender a conviver com suas atitudes e isso demanda tempo e convívio... Aí será com você!!!
Outro detalhe, é evidente que o êxito de uma reunião, ou a produtividade dos trabalhos de um grupo, depende muito do comportamento da liderança, de suas atitudes e habilidades para tratar com esses tipos de participantes. Uma última coisa, procure na Bíblia as características dos apóstolos, você vai se surpreender com eles.
Até a próxima edição e lembre-se da frase desse grande profeta, Dom Helder Câmara: “Deus não escolhe os capacitados. Ele capacita os escolhidos!”
Um grande beijo da Paz!!!
Hernane M. Ferreira
Nessa edição, vamos conversar sobre os “tipos de participantes” (essa matéria está baseada na Formação de Liderança realizada pelo Comitium Stella Maris). Não conseguirei abordar todas as características, somente as mais comuns nos grupos... De imediato afirmo que todas as pessoas, com suas características, são necessárias para o crescimento do grupo, apesar de algumas características serem mais difíceis no convívio. Mostrarei a atuação do participante em um reunião e qual a atitude do coordenador para que a característica seja uma atitude de crescimento para o grupo.
Então vamos aos tipos de participante:
1) O eterno perguntador
Atuação do participante: é aquele que pergunta para atrapalhar. Deseja saber opinião do coordenador e deseja que o coordenador o apóie no ponto de vista dele.
Atitude de liderança: devolve a pergunta feita por ele ao grupo. Não toma partido e mantém-se neutro.
2) O Legal
Atuação do participante: está sempre pronto a ajudar. Seguro de si, não foge às dificuldades. Encara-as esportivamente. Sabe aceitar os colegas como são. Recebe, sem melindres, as críticas que lhe fazem.
Atitude da liderança: “usá-lo” em momentos oportunos. Não deve exagerar na sua participação.
3) O dos Apartes
Atuação do participante: é dispersivo e distrai os outros participantes. Pede apartes para falar do assunto ou para desviar o assunto.
Atitude da liderança: fazer-lhe uma pergunta direta sobre o que está sendo discutido.
4) O do Contra
Atuação do participante: é aquele que gosta de discutir e de ser contra o que está sendo tratado. É um bom sujeito, às vezes descontrolado e revoltado talvez por dificuldades pessoais.
Atitude da liderança: acalmá-lo é a primeira atitude para com ele. Não deixar que o grupo se excite. Procurar tratar de outro assunto. Dar mérito a alguma de suas observações, pois ajuda a todos a enxergarem algo diferente. Em particular, deve-se conversar, incentivar e auxiliá-lo na resolução de possíveis problemas individuais.
5) O mudo voluntário
Atuação do participante: não se interessa por coisa alguma. Considera-se acima das questões discutidas, achando-as simples demais, ou sente-se incapaz de abordá-las por considerá-las muito elevadas.
Atitude da liderança: incentivar a sua participação através de um assunto de seu conhecimento. É do tipo “superior”, peça a sua opinião, indicando o valor que o grupo dá à sua experiência, mas não exagerar para que o grupo não se ressinta. Dar destaque na 1ª vez que falar.
6) O Tímido
Atuação do participante: não tem coragem ou habilidade para expressar suas ideias. Teme a crítica e o julgamento “duro” dos outros.
Atitude da liderança: fazer-lhe perguntas fáceis. Fazer com que o grupo valorize sua participação.
7) O Obstinado (Idéia Fixa)
Atuação do participante: ignora sistematicamente o ponto de vista alheio. Não cede. Nada quer aprender com os outros.
Atitude da liderança: passe o ponto de vista dele para o grupo. Incentive ao grupo a discutir o assunto com o ponto de vista dele, apresentando os pontos positivos e negativos de sua exposição. Peça a ele para aceitar, por um instante, o ponto de vista do grupo, e que ele apresente os pontos positivos e negativos, da exposição do grupo.
8) O Sabe-Tudo
Atuação do participante: quer exibir-se e impor sua opinião. Às vezes está bem informado, outras vezes é simplesmente um tagarela, convencido de saber tudo.
Atitude da liderança: dar uma função para que ele fale. Evitar que ele domine o grupo através de sua fala. Levar o grupo a expressar as suas objeções. Interrompa-o dizendo: “É um detalhe interessante, mas vamos ver o que os colegas pensam disso?”. Lançar uma pergunta sobre um assunto em que ele esteja limitado.
9) O Tagarela
Atuação do participante: fala de tudo e sem parar, exceto do assunto em questão. Cansa, em geral, os interlocutores
Atitude da liderança: cortar delicadamente o “discurso” que faz, dizendo que sua observação é interessante, retornando ao assunto através de uma pergunta.
10) O Pedante
Atuação do participante: trata o grupo com altivez e não se integra nele. Critica duramente os outros e se coloca num pedestal.
Atitude da liderança: não ferir sua suscetibilidade. Não o critique. Use a técnica duvidosa: sim... mas... Concordar, logo em seguida ponderar conduzindo-o à reflexão.
11) O Aberto
Atuação do participante: não se faz de rogado para manifestar sua opinião. Diz o que pensa. É bem humorado, fala com simplicidade e se torna simpático a todos.
Atitude da liderança: “usá-lo” quando houver tensão no grupo. Deve ser o primeiro a ser chamado quando de um ponto de discussão aberto pelo obstinado.
12) O Introvertido
Atuação do participante: é naturalmente modesto. É prudente e reservado.
Atitude da liderança: procure integrá-lo lentamente, sem que ele perceba. Em particular procure elogiá-lo antes de o fazer em grupo.
Então é isso... Essas são algumas das características de participantes. Temos muitas outras, onde devemos aprender a conviver com suas atitudes e isso demanda tempo e convívio... Aí será com você!!!
Outro detalhe, é evidente que o êxito de uma reunião, ou a produtividade dos trabalhos de um grupo, depende muito do comportamento da liderança, de suas atitudes e habilidades para tratar com esses tipos de participantes. Uma última coisa, procure na Bíblia as características dos apóstolos, você vai se surpreender com eles.
Até a próxima edição e lembre-se da frase desse grande profeta, Dom Helder Câmara: “Deus não escolhe os capacitados. Ele capacita os escolhidos!”
Um grande beijo da Paz!!!
Hernane M. Ferreira
domingo, 30 de outubro de 2011
Tipos de Coordenação
Olá querida(o) irmã(o). Chegamos ao mês de Fevereiro e com isso temos a posse dos nossos representantes nas Assembléias Legislativas (exceto em São Paulo que ocorre em 15 de março) e no Congresso Nacional. Você lembra em quem você votou para esses cargos? É importante participar ativamente do mandato de seus representantes.
Falando em representantes, esse mês falarei sobre os tipos de coordenação. Baseei-me no livro Curso de Dinâmica para Cristãos, do Padre Jorge Boran, CSSp. Esse livro foi atualizado e renomeado: Curso de Dinâmica para Líderes - 1º Nível.
Os líderes foram divididos em 4 grupos. Vamos estudar as virtudes e defeitos de cada um deles.
Coordenação Ditatorial
Esse tipo de coordenação faz com que suas idéias sejam “aceitas”, independente das demais pessoas envolvidas. Ela pode ser exercida de duas formas:
a) Imposta: a coordenação informa que o grupo é responsável por uma resposta já determinada. Não abre espaço para discussão, e já distribui responsabilidades aos envolvidos sem os escutar.
b) Manipulada: a coordenação abre a discussão de um determinado assunto apresentando a sua proposta, muito bem explicitada, utilizando um grande espaço de tempo, sem abrir oportunidade para questionamentos sobre ela, e em seguida pergunta se todos concordam. Como não há uma segunda opção devido a excessiva utilização da exposição, muitas pessoas aceitam sem perceber que foram “ajudadas” na escolha.
As coordenações ditatoriais tem, em um primeiro momento, maior eficácia, dependendo da qualidade dos líderes, mas, com o passar do tempo, as pessoas percebem que estão sendo manipuladas.
Coordenação Paternalista
Esse tipo de coordenação é marcada pela imagem do conhecido “Pai Protetor”. A coordenação Paternalista utiliza-se de meios democráticos, mas devido a sua presença constante e apelos afetivos, conduz os assuntos segundo a sua vontade. Os assuntos levam em conta seus conselhos devido a “sua experiência”.
A “expressão facial” dessa coordenação é de estar sempre cansada devido a “dedicação ao grupo”.
A coordenação Paternalista utiliza-se de apelações afetivas para aumentar a dependência das pessoas por sua continuidade. Apresenta o serviço de ser liderança como um peso insuportável às pessoas.
Coordenação Liberal
É a coordenação do: “Deixa como está para ver como é que fica”.
A Coordenação Liberal está baseada na insegurança e no receio das responsabilidades. Não fornece nenhuma instrução e não coloca em discussão assuntos polêmicos, pois não consegue conduzir a discussão.
Na divisão das responsabilidades, a confusão é completa o que acarreta em cada colaborador fazer conforme sua consciência, atritos e desorganização. Tem uma ligação afetiva muito grande com cada pessoa e desejo de conseguir um objetivo comum.
Coordenação Democrática
A coordenação Democrática utiliza-se da opinião de todos do grupo, para obter as respostas necessárias. Respeita as pessoas e acredita nelas, mas isso não quer dizer que concorde inteiramente com suas opiniões. As discussões sobre os assuntos são constantes para os membros. Procura manter o grupo na busca de um objetivo comum.
Como conhece a opinião de seus colaboradores, pode tomar uma decisão imediata sabendo que será acolhida por todos. Os colaboradores sentem-se motivados a apresentarem suas opiniões e a assumirem responsabilidades. A crítica e a consciência da responsabilidade são comuns aos membros.
A Coordenação Democrática está sempre a procura de novos líderes para a continuidade, e assim que os encontra, abre espaço para que o mesmo assuma a coordenação.
E assim acaba a apresentação dos tipos de coordenação. Numa próxima oportunidade falarei sobre os tipos de participantes.
Um grande beijo da Paz! SALVE MARIA!!!
Hernane M. Ferreira
Falando em representantes, esse mês falarei sobre os tipos de coordenação. Baseei-me no livro Curso de Dinâmica para Cristãos, do Padre Jorge Boran, CSSp. Esse livro foi atualizado e renomeado: Curso de Dinâmica para Líderes - 1º Nível.
Os líderes foram divididos em 4 grupos. Vamos estudar as virtudes e defeitos de cada um deles.
Coordenação Ditatorial
Esse tipo de coordenação faz com que suas idéias sejam “aceitas”, independente das demais pessoas envolvidas. Ela pode ser exercida de duas formas:
a) Imposta: a coordenação informa que o grupo é responsável por uma resposta já determinada. Não abre espaço para discussão, e já distribui responsabilidades aos envolvidos sem os escutar.
b) Manipulada: a coordenação abre a discussão de um determinado assunto apresentando a sua proposta, muito bem explicitada, utilizando um grande espaço de tempo, sem abrir oportunidade para questionamentos sobre ela, e em seguida pergunta se todos concordam. Como não há uma segunda opção devido a excessiva utilização da exposição, muitas pessoas aceitam sem perceber que foram “ajudadas” na escolha.
As coordenações ditatoriais tem, em um primeiro momento, maior eficácia, dependendo da qualidade dos líderes, mas, com o passar do tempo, as pessoas percebem que estão sendo manipuladas.
Coordenação Paternalista
Esse tipo de coordenação é marcada pela imagem do conhecido “Pai Protetor”. A coordenação Paternalista utiliza-se de meios democráticos, mas devido a sua presença constante e apelos afetivos, conduz os assuntos segundo a sua vontade. Os assuntos levam em conta seus conselhos devido a “sua experiência”.
A “expressão facial” dessa coordenação é de estar sempre cansada devido a “dedicação ao grupo”.
A coordenação Paternalista utiliza-se de apelações afetivas para aumentar a dependência das pessoas por sua continuidade. Apresenta o serviço de ser liderança como um peso insuportável às pessoas.
Coordenação Liberal
É a coordenação do: “Deixa como está para ver como é que fica”.
A Coordenação Liberal está baseada na insegurança e no receio das responsabilidades. Não fornece nenhuma instrução e não coloca em discussão assuntos polêmicos, pois não consegue conduzir a discussão.
Na divisão das responsabilidades, a confusão é completa o que acarreta em cada colaborador fazer conforme sua consciência, atritos e desorganização. Tem uma ligação afetiva muito grande com cada pessoa e desejo de conseguir um objetivo comum.
Coordenação Democrática
A coordenação Democrática utiliza-se da opinião de todos do grupo, para obter as respostas necessárias. Respeita as pessoas e acredita nelas, mas isso não quer dizer que concorde inteiramente com suas opiniões. As discussões sobre os assuntos são constantes para os membros. Procura manter o grupo na busca de um objetivo comum.
Como conhece a opinião de seus colaboradores, pode tomar uma decisão imediata sabendo que será acolhida por todos. Os colaboradores sentem-se motivados a apresentarem suas opiniões e a assumirem responsabilidades. A crítica e a consciência da responsabilidade são comuns aos membros.
A Coordenação Democrática está sempre a procura de novos líderes para a continuidade, e assim que os encontra, abre espaço para que o mesmo assuma a coordenação.
E assim acaba a apresentação dos tipos de coordenação. Numa próxima oportunidade falarei sobre os tipos de participantes.
Um grande beijo da Paz! SALVE MARIA!!!
Hernane M. Ferreira
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