Não tenho pretensões

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domingo, 11 de agosto de 2013

Papa Francisco e as atitudes do Cristão

Amada(o) Irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os momentos de nossa construção do Reino de Amor, Paz e Justiça! Acabada a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e a série de entrevistas sobre a visita do papa Francisco ao Brasil é hora de assumirmos os compromissos, continuarmos a caminhada e a construção do Reino de Deus.
Fiquei muito alegre com o que aconteceu nessas duas semanas! Renovei minhas forças, pois nos bares, nas esquinas, nas casas, na feira, nos restaurantes, onde quer que eu estivesse, havia alguém que falava da Igreja, do Papa, de Maria, mas, principalmente de Jesus Cristo! Alguns com opinião contrária, outros com admiração, outros ainda com ceticismo, mas o importante é conversavam sobre o assunto. Há muito tempo não ouvia esse tipo de conversa com tanto entusiasmo, como agora!
Quero, nesse texto, compartilhar algumas impressões que tive das falas do papa Francisco, principalmente da entrevista que ele concedeu a GloboNews (você pode acessar a entrevista através do seguinte sítio: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/07/globonews-exibe-integra-da-entrevista-com-o-papa-francisco.html).
Na entrevista, o Papa Francisco exala calma, dirige seu olhar ao que o entrevista, não tem medo de qualquer tipo de perguntas, emite opiniões com conhecimento de causa e, quando não tem o conhecimento, não nega que desconheça do assunto. Essa atitude marcante do líder da Igreja Católica Apostólica Romana é o verdadeiro exemplo de humildade, o mesmo que encontramos em Maria! Falar com calma, olhar para a pessoa com a qual se conversa e dizer com sinceridade o que se pensa derruba qualquer muro de intransigência do diálogo!
Mais alguns aspectos colaboram para derrubarmos os muros, como os demonstrados na entrevista, escutar quem fala até a conclusão do seu pensamento e pedir licença para concluir seu pensamento. O respeito à opinião alheia e solicitar permissão para que possa se concluir o que pensa derrubam o muro do preconceito!
Essas características, que o Papa Francisco transmitiu ao povo através da entrevista, contribuíram para que ele fosse escutado. E as palavras professadas pelo papa não fugiram do que a Igreja normalmente fala! Posso afirmar, em minha opinião, que não houve mudança no discurso. E se não houve mudança, então por que o povo escutou?
Pode não parecer, mas em umas das primeiras frases proferidas na entrevista responde a todo o alvoroço causado: “Quando você vai visitar alguém não vai dentro de uma caixa de vidro... ou faz-se uma viagem com comunicação humana ou não se faz a viagem!”. Ao demonstrar que não se possui medo diante do desconhecido, você adquire o respeito. A atitude de ir ao desconhecido, mesmo com várias pessoas sendo contrárias e dizendo que ele era louco, fez com que ele conquistasse o respeito de todos. E quem conquista o respeito de alguém, conquista também o direito de ser escutado!
O Papa falou também que devemos nos comunicar com todos, mas essa comunicação deve ser completa: “...comunicação pela metade não existe.”. Escutar, compreender, falar, repensar, reajustar, redimir, concluir, entre outras atitudes, são características necessárias ao Cristão. O Cristão vai ao encontro das pessoas e deve trata-las como tal: “vou visitar gente e quero trata-las como gente”, por isso a comunicação deve ocorrer por completo.
Ao ser questionado sobre os problemas existentes na Igreja, papa Francisco expõe da seguinte forma: “faz mais barulho uma árvore que cai do que um bosque que cresce!”. Reconhece os problemas na Igreja, sempre existiram e sempre existirão, entretanto prefere exaltar que há muito mais santos que trabalham pela construção do Reino de Deus do que os que destroem. Reconhecer os seus erros é dom de Deus, assumi-los e confessa-los é ser contemplado pelo perdão, comprometer-se em consertar os danos causados e nunca mais fazê-los é o caminho da conversão!
Na sequência, Papa Francisco nos recorda que devemos dar testemunhos de simplicidade e que: “Deus nos pede maior simplicidade.”. É dever de todo cristão testemunhar tudo o que Jesus Cristo disse. Infelizmente, na atualidade, escutamos discursos desconexos do testemunho de Jesus Cristo, o que ajuda o Filho de Deus a ser crucificado diariamente. Devemos entender o que Deus nos pede e sermos verdadeiros cristãos!
Outra frase que recordo é: “se uma Igreja só se comunica com documentos, ela é como uma mãe que só se comunica com os filhos através de cartas.”. Se fazer presente e viver a vida das pessoas é que nos torna próximos. As pessoas necessitam escutar a Palavra de Deus e nós devemos estar lá para saciar essa necessidade e portadores da esperança.
Ao ser questionado sobre a atitude dos jovens nos protestos realizados no Brasil, e no mundo o Papa Francisco disse: “Um jovem que não protesta não me agrada... O jovem busca a utopia!... Ele é essencialmente um desconforme e isso é muito lindo!”, e completou: “devemos cuidar para que os jovens não sejam manipulados!”. Mas a frase mais marcante sobre a juventude foi: “é através dos jovens que o futuro chegará ao mundo!”. Ao ouvir essas frases, principalmente a última citada, fiquei exaltado, diferente do que normalmente escutamos que somos o futuro, ele fala que o jovem é quem constrói o futuro! E que futuro queremos?
Papa Francisco expressou sua preocupação com a política e a economia praticadas no mundo: “O mundo em que vivemos caiu na idolatria ao dinheiro, sem controle ético e com a exclusão da sabedoria dos idosos e da força da juventude!”. A Igreja está no mundo e deve viver no mundo! Uma Igreja que não se preocupa com os aspectos políticos, sociais e econômicos da sociedade, não constrói o Reino de Justiça, Paz e Amor!
Nessa mesma passagem da entrevista, o Papa Francisco cita um rabino que explicava a passagem bíblica referente a Torre de Babel. Essa atitude de citar uma pessoa de Religião diferente, mostra que Deus se faz presente em todas as pessoas, credos ou religiões e que devemos saber reconhecer a voz de Deus onde ela for professada.
Papa Francisco nos impõem uma carga, que o próprio Cristo nos impôs: “Não deixem que os outros sejam protagonistas da história... sejam os protagonistas da história!”. Ser protagonista da história e assumir que todo cristão deve conduzir o povo a terra onde corre o leite e o mel. O cristão não deve se deixar corroer pela apatia e deve sempre apresentar uma resposta cristã as inquietudes da sociedade.
Ao final ele nos lembra que: “cada um dê à humanidade os valores éticos que a humanidade necessita!”, devemos trabalhar para saciar as necessidades dos excluídos pela economia e política mundial! E para encerrar esse texto, quero recordar o que o Papa Francisco disse sobre o exame de consciência: “ninguém pode colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo enquanto a uma criança que morre de fome, um idoso abandonado, enfermos sem assistência médicas, jovens sem educação e sem esperança na vida!”.
Papa Francisco, com as suas atitudes, deixou de ser uma voz que clama sozinha no deserto para nos mostrar como devemos nos comunicar com as pessoas e com o mundo!
Um grande beijo da Paz
Hernane Martinho Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos
http://hernanemf.blogspot.com.br/