Não tenho pretensões

Meus escritos e minhas opiniões podem valer R$0,01 mas se a juntarmos a de 200.000.000 de pessoas desse país, debatermos com respeito e trabalharmos por aprimorá-las, com certeza poderemos construir um país melhor para todos! Venha debater!
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domingo, 6 de julho de 2014

A política do papa Francisco! - Parte 2

A política do papa Francisco!

Amada(o) irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os dias de nossa vida! “Na verdade, um fruto de justiça é semeado na paz para aqueles que trabalham pela paz.” Tg 3,18.
Nessa edição continuarei a reflexão da visita do Papa Francisco à Terra Santa.
No dia 25 de maio houve ainda um grande momento em que o Papa Francisco derrubou todos protocolos. Ao passar pelo muro que divide palestinos de israelenses, no lado palestino, ele exige que o carro seja parado, desce do carro e vai até o muro, lá ele coloca a mão e abaixa a cabeça. Faz a oração em silêncio! Não pronuncia uma palavra sequer, mas não era preciso! Ele acabará de demonstrar o objetivo de sua visita, a todas as pessoas no mundo. Com seu ato, Francisco mostra que devemos nos colocar a frente dos muros que dividem irmãos, lamentarmos por eles existirem e fazer a nossa parte para que ele seja derrubado.
Papa Francisco vai para Tel Aviv, onde é recebido pelo presidente e pelo primeiro ministro de Israel. Em seu discurso novamente lembra: “vim como peregrino à Terra Santa, onde se desenrolou uma história plurimilenar e tiveram lugar os principais eventos relacionados com o nascimento e o desenvolvimento das três grandes religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo; por isso, ela é ponto de referência espiritual para grande parte da humanidade. Espero, pois, que esta Terra bendita seja um lugar onde não haja espaço algum para quem, instrumentalizando e exacerbando o valor da sua filiação religiosa, se torne intolerante e violento para com a religião alheia”.
Nesse discurso, Papa Francisco lembra do massacre dos Judeus na Segunda Guerra Mundial, e fala que aquilo foi um ato dos extremos e reza a Deus para que jamais volte a acontecer. Exige que o estado de Israel seja reconhecido para que os seus habitantes vivam em paz e segurança. Por outro lado, exige das autoridades israelenses que reconheçam o estado Palestino, para que esses também possam viver em paz e ter direto de locomoção. Papa Francisco, como fizera com Mahmoud Abbas, presidente da Palestina, cobra de Shimon Peres e de Benjamin Netanyahu que redobrem os esforços necessários para criar uma situação de Paz estável, baseada na Justiça e no Amor. Relembra o presidente do convite-convocação dos presidentes palestino e israelense a irem a nossa casa, o Vaticano, para juntos fazerem uma intensa oração invocando a Deus o dom da Paz,
Papa Francisco após o discurso às autoridades israelenses, dirige-se para a Basílica do Santo Sepulcro onde seria realizada uma Celebração Ecumênica com o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I. Em seu discurso, Papa Francisco reconhece as divisões que ainda existem entre os discípulos, mas, lembrando do ato do papa Paulo VI e do Patriarca Atenágoras, vê como o Espírito Santo faz maravilhas para os passos rumo a unidade. Ele conclui dizendo que devemos continuar na caminhada rumo a uma mesma comunhão, concluindo com: “E quando a desunião nos faz pessimistas, pouco corajosos, sem confiança, coloquemos todos sob o Manto da Mãe de Deus. Quando na alma cristã existem turbulências cristãs, somente sob o Manto de Nossa Senhora encontraremos paz. Que Ela nos ajude neste caminho”.
No dia 26 de maio, Papa Francisco começa sua peregrinação com uma visita a esplanada das Mesquitas, ao Grão-Mufti de Jerusalém e de toda a Palestina, xeque Muhamad Ahmad Hussein, onde em seu discurso chama os irmãos mulçumanos de Amigos. Recorda que as três religiões monoteístas tem como pai da Fé a figura de Abraão. Pede que estejamos todos abertos para o “diferente” e que devemos caminhar com esse, pois diante do mistério de Deus, somos todos pobres. E conclama a todos a serem testemunhas do agir de Deus na Paz e na Justiça.
Papa Francisco se dirige ao memorial do Holocausto e lembra a passagem bíblica em que Deus procura por Adão: “Adão, onde estás?” (cf. Gn 3, 9). E lembrou-nos da nossa responsabilidade e pediu perdão pela nossa atitude.
Depois foi ter uma reunião com o presidente de Israel, Shimon Peres, e cobra-lhe novamente, como fizera no dia anterior, que se dedique ao trabalho pela paz! Plantou uma oliveira como sinal do compromisso de ambos: “Que Jerusalém seja verdadeiramente a Cidade da paz!”.
Após a visita ao presidente, Papa Francisco se reúne com os grãos-rabinos, onde recordou de sua amizade com os judeus, desde o tempo em que morava em Buenos Aires. Lembrou-se da dedicação do Papa João Paulo II em ampliar o diálogo com o povo Judeu. E convocou a todos para um esforço pela construção da paz!
Papa Francisco se dirige para a Igreja do Getsêmani onde faz um discurso aos sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas. E com uma série de pergunta, nos leva a refletir sobre o nosso compromisso cristão. É nosso dever fazer uma pausa para refletir, e nada melhor que no mesmo lugar em que Jesus chamou os apóstolos a ficarem com ele vigiando e orando. Ele termina dizendo: “Imitemos a Virgem Maria e São João, permanecendo junto das muitas cruzes onde Jesus ainda está crucificado. Esta é a estrada pela qual o nosso Redentor nos chama a segui-Lo. Não há outra, é esta”.
Na Igreja do Cenáculo, Papa Francisco, recordando todos os momentos dos Apóstolos naquele local, incentiva a todos os Cristãos a saírem de suas “moradas” para anunciarem a alegria da Boa-Nova e a continuarem a construção do Reino de Justiça, Paz e Amor.
E no fim de sua viagem, Papa Francisco se despede sem um discurso! Falta de respeito? Desprezo? Nada disso!!! A atitude de silêncio nesse momento mostra que a viagem à Terra Santa não era uma viagem, mas sim um trabalho que continuará a ser realizado diariamente. A distância geométrica está ampliada, mas a aproximação da paz será feita através do diálogo constante, iniciado na disponibilidade de ir ao meio do confronto.
Encerro esse texto lembrando um saudoso amigo, que no último dia 13 de maio completou três anos junto a Deus, Laércio Teodoro Pereira, que sempre dizia: “Exemplo e chuva vêm sempre de cima!”. Pois bem, devemos rezar muito para que Deus nos dê a chuva que tantos precisamos, pois o exemplo presenciamos a cada momento através das atitudes do nosso papa Francisco!
Ó Deus, que suas graças sejam abundantemente derramadas, pelas mãos da Mãe da Igreja, sobre o nosso Papa Francisco, para ele continuar a ser exemplo de humildade e dedicação a construção do seu Reino!
Um Grande abraço da Paz!
Hernane Martinho Ferreira.
Fonte: http://papa.cancaonova.com/francisco/viagens-francisco/terra-santa/

domingo, 15 de junho de 2014

A política do papa Francisco! - Parte I

Amada(o) irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os dias de nossa vida! “Na verdade, um fruto de justiça é semeado na paz para aqueles que trabalham pela paz.” Tg 3,18.
Bem que o Espírito do Senhor assoprou em meu ouvido, no dia do anúncio de sua escolha como papa, que eu esperasse e acreditasse! Obrigado Senhor por essa enorme bênção! Para mim é uma alegria sem fim a cada vez que vejo as atitudes de nosso Pastor, e mais uma vez ele aprontou das suas! Tenho certeza que muitos de nossos irmãos, católicos e protestantes, ficaram de cabelo arrepiado ao vê-lo tomando certas atitudes. Vivemos num mundo é que somos chamados a incomodar, e nada melhor que um Pastor que incomoda com atitudes simples!

Durante a preparação e da visita do papa Francisco a Terra Santa, podemos presenciar a essência do trabalho do Cristão! Primeiro ele exigiu que a visita ocorresse com a companhia de um Judeu e um Mulçumano. Essa exigência chamou atenção, para o simples: Somos três religiões monoteístas e filhos do mesmo pai na fé, Abraão! Essa exigência também mostra que a Terra Santa pertence a Deus, e que Cristãos, Judeus e Mulçumanos podem, e devem, viver pacificamente na Terra Prometida!
Depois ele decidiu levar consigo um funcionário do Vaticano que nunca teria condições financeiras de viajar à Terra Santa. O ato de escolher essa pessoa demonstra a preocupação do papa em ajudar aos irmãos em busca da felicidade e a crescerem na fé.
Outra exigência que o Papa Francisco fez, foi a de um carro simples e sem blindagem, para desespero da Polícia Israelense. Novamente ele faz essa opção, uma vez que havia feito o mesmo pedido no Rio de Janeiro! Entretanto essa exigência tem características diferentes nos dois casos. No Rio de Janeiro a mensagem foi: Enfrentem o medo da violência com a coragem. Já na Terra Santa a mensagem foi: Eis que venho desarmado ao meio dessa batalha, mas com o desejo de construir a Paz e Justiça!
Antes da viagem, Papa Francisco reza aos pés de Nossa Senhora. MARIA PASSA NA FRENTE E PREPARE O NOSSO CAMINHO! Francisco tinha plena consciência que a sua visita era uma ordem do próprio Deus! Logo, com a atitude de entregar aos cuidados de Nossa Senhora a viagem, ele mostra a todos que somos instrumentos de Deus na Construção do Reino, e que sem as suas Graças, derramada pelas mãos de Maria, não construiremos nada, será apenas uma viagem de passeio.
Na chegada à Jordânia, em seu discurso recorda novamente a importância histórica da Terra Santa para as Três Religiões! Enfatiza o problema das guerras que ocorrem na região, além das intolerâncias entre Israelenses e Palestinos. Termina felicitando aqueles que fazem as buscas pela Paz e diálogo inter-religioso.
Na Missa realizada em Amã, 1400 crianças recebem a Primeira Eucaristia, que nos mostra a importância do trabalho catequético do Cristão. É nosso dever catequisar, mesmo em meio a tribulação do mundo! Outro ato importante que o Papa Francisco realiza na missa foi em sua homilia quando ele diz: “A paz não se pode comprar: é um dom que se deve buscar pacientemente e construir artesanalmente através dos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária. Consolida-se o caminho da paz, se reconhecermos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do gênero humano; se não nos esquecermos que temos um único Pai celeste e que todos nós somos seus filhos, feitos à sua imagem e semelhança”. Missa no Estádio Internacional em Amã, 24 de Maio de 2014.
Ao terminar a Missa, ele seguiu para o Rio Jordão, local onde Jesus foi batizado e que Deus falou que Ele era seu Filho amado. Uma oração silenciosa por quê? Simples: Diante da presença de Deus, silencie seus lábios e procure escutar a sua palavra! É momento de silenciarmos para escutar o que Deus nos tem a dizer.
Na visita aos refugiados, Papa Francisco tenta confortar aqueles que foram expulsos de suas terras e privados de suas condições físicas e financeiras, pois é o próprio Cristo que está ali em cada deles. Faz ainda uma cobrança à comunidade internacional, de sua responsabilidade em auxiliar aqueles que ali se encontram. Ser a favor da Paz é trabalhar por aqueles que foram privados de seus direitos básicos. Cobrou ainda que a comunidade internacional abandone seu discurso ideológico e que realmente atue para que as armas sejam silenciadas e que se promova o diálogo. Pede a todos os jovens que se unam a ele para rezarem pela Paz!
Em Belém, berço do Cristianismo, diante do Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, se solidaria com o povo palestino vítima da intolerância e da exclusão. Entretanto impõe a ele que é hora de por fim a essa situação, cobrando do presidente que redobre os esforços necessários para criar uma situação de Paz estável, baseada na Justiça e no Amor. Lembrou ainda da importância em respeitar as diversas religiões e culturas existentes.
Na Missa realizada em Belém, Papa Francisco cobra a postura diante da marginalização das pessoas menos favorecidas e das crianças: “Infelizmente, neste nosso mundo que desenvolveu as tecnologias mais sofisticadas, ainda há tantas crianças em condições desumanas, que vivem à margem da sociedade, nas periferias das grandes cidades ou nas zonas rurais. Ainda hoje há tantas crianças exploradas, maltratadas, escravizadas, vítimas de violência e de tráficos ilícitos. Demasiadas são hoje as crianças exiladas, refugiadas, por vezes afundadas nos mares, especialmente nas águas do Mediterrâneo. De tudo isto nos envergonhamos hoje diante de Deus, Deus que Se fez Menino. E interrogamo-nos: Quem somos nós diante de Jesus Menino? Quem somos nós diante das crianças de hoje? Somos como Maria e José que acolhem Jesus e cuidam d’Ele com amor maternal e paternal? Ou somos como Herodes, que quer eliminá-Lo? Somos como os pastores, que se apressam a adorá-Lo prostrando-se diante d’Ele e oferecendo-Lhe os seus presentes humildes? Ou então ficamos indiferentes? Por acaso limitamo-nos à retórica e ao pietismo, sendo pessoas que exploram as imagens das crianças pobres para fins de lucro? Somos capazes de permanecer junto delas, de “perder tempo” com elas? Sabemos ouvi-las, defendê-las, rezar por elas e com elas? Ou negligenciamo-las, preferindo ocupar-nos dos nossos interesses?”. Missa de Francisco na Praça da Manjedoura, em Belém em 24 de maio de 2014.
Na mesma missa, onde estavam presentes os presidentes da Palestina, Mahmoud Abbas, e de Israel, Shimon Peres, Papa Francisco Reza o Regina Coeli, onde faz a dedicação de Belém à Nossa Senhora. Entretanto o grande ato de “rebeldia” é a convite-convocação dos presidentes palestino e israelense a irem a nossa casa, o Vaticano, para juntos fazerem uma intensa oração invocando a Deus o dom da Paz, já que é o desejo todos, ali presente, e que especialmente os que estão a serviço de seus povos têm o dever de se fazerem instrumento e construir a paz, antes de tudo na oração.
Papa Francisco se encontra com as crianças na gruta de Belém, recordando-nos o nosso dever que é exposto no salmo 78: “O que nós ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o esconderemos aos filhos deles, nós o contaremos à geração futura: os louvores de Javé, seu poder e as maravilhas que realizou.”. E deixou uma grande mensagem a todas as crianças: “Não deixem nunca que o passado determine a vida de vocês. Olhem sempre adiante. Trabalhem e lutem pelo que vocês querem. Percebam uma coisa: que a violência não se vence com a violência, mas com a paz. Com a paz, com o trabalho, com a dignidade de levar a pátria adiante. Muito obrigado por terem me recebido! Peço a Deus que os abençoe. E a vocês peço que rezem por mim. Muito obrigado”. Papa Francisco às crianças em Belém em 25 de maio de 2014.
Na próxima edição continuarei a reflexão sobre a política do Papa Francisco!
Um Grande abraço da Paz!

Hernane Martinho Ferreira.

domingo, 12 de maio de 2013

A disponibilidade do Servir é o grande segredo da vida Cristã!


Amada(o) Irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça com você em todos os momentos de sua vida!  “O maior de vocês deve ser aquele que serve a vocês.” Mt 23,11.
Antes de começarmos a nossa conversa quero agradecer a todas as intervenções que tenho recebido. Como sempre afirmo, e reafirmo, tenho o desejo se ouvir uma opinião contrária para ampliar o conhecimento e progredirmos na construção do Reino de Justiça, Paz e Amor!
Voltando ao assunto, o servir é o grande segredo para tudo em nossa vida e um dos modos de servir está em coordenar uma equipe! Quem foi que disse que é fácil ser coordenador? Já fui coordenador de uma grande equipe de trabalho, muitas vezes sentia que era impossível conciliar conflitos e desejos, mas nesse momento recebia a intervenção direta de Deus através de meus amigos. Quando coordenador, decidi muitas vezes por meios incorretos, entretanto Deus interviu e os resultados foram melhores que o aguardado! Outras vezes, acredita que tudo estava correto e o resultado era mínimo! Onde estava o erro?
O erro estava justamente no medo de errar! Essa atitude me levava a deixar de assumir e enfrentar as necessidades com a confiança completa em Deus, devido a isso, coloquei inúmeros “filtros anti-erros” que ao invés de auxiliarem no resultado, impediram que a obra fosse completada por Deus! O resultado depende diretamente de nossa dedicação, mas devemos abrir espaço para que Deus “complete o milagre da conversão”! Levei um tempo para perceber minha limitação, mas Deus colocou pessoas que me ajudaram diretamente nas decisões.
E por que estou expondo essa história?
Hoje percebo que as pessoas têm alto conhecimento e disponibilidade para a crítica, o que é excelente! Sim a crítica faz muito bem em qualquer local! Agora você irá me chamar de louco, mas aí vai: Mesmo aquela destrutiva é extremamente importante para tudo! Mas retomaremos esse assunto em outro momento!
Entretanto, os dias de hoje apresentam também que na mesma proporção de conhecimento, mas no sentindo totalmente inverso está à disponibilidade em assumir cargos de coordenação! Muitos são as desculpas para isso: Estudo, Saúde, Família, Trabalho, Desconhecimento, Idade, entre muitas outras... e acredite que isso não ocorre apenas na Igreja, mas também na sociedade, política e empresas. O problema é o mesmo que apresentei acima, o medo de errar!
Você sabe o que é mais confortante nessa conversa toda? É que em toda a história do Povo de Deus foi exatamente assim que aconteceu! Quer exemplos? Então vamos a eles: Moisés, Josué, Maria, Pedro, Paulo, entre muitos outros, basta lermos suas atitudes... mas sabe o eles fizeram de diferente? Enfrentaram o medo e deixaram que Deus “completasse o milagre”!
Então amada(o) irmã(o) comece adquirindo coragem para enfrentar o medo e, na próxima vez que você estiver diante de uma decisão de coordenar uma equipe, lembre-se que o ele estará sempre presente, mas a decisão de enfrenta-lo ou de se submetê-lo cabe a você!
Um grande beijo da Paz!
Hernane Martinho Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos

segunda-feira, 25 de março de 2013

As primeiras palavras de um Novo Papa!


Amada(o) Irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a Comunhão com o Espírito Santo estejam sempre conosco! Que alegria nos reunirmos mais uma vez nesse nosso veículo de comunicação!
“Anuncio-vos uma grande alegria; Temos um Papa! O eminentíssimo e reverendíssimo Senhor, Jorge Mario, Cardeal da Santa Romana Igreja Bergoglio, que se impôs o nome de Francisco!”. Foram com essas palavras, em latim, que recebemos a escolha do nosso novo Bispo de Roma, responsável por toda a Igreja Católica Romana. Fiquei emocionado!
Após a renúncia de Bento XVI, abateu-se sobre as pessoas um sentimento de dúvida! “Teria a Igreja sido derrotada pela descrença?” muitos afirmaram! “Estamos perdidos!” gritavam outros. Até mesmo Bento XVI nas suas palavras de despedida disse que “parecia que Deus estava dormindo diante dos problemas da Igreja”. A imprensa abusou das notícias vindas do Vaticano e as repercutia conforme a sua vontade e o seu entendimento, afirmo que o conhecimento e comentários dos jornalistas que cobriram tal notícia eram minúsculos e um tanto risível!
A espera do início do Conclave, as notícias se perdiam entre os “entendidos” da imprensa. O tanto de porquês que eles apresentavam criava nas pessoas mais dúvidas do que explicações! Até que se iniciou o Conclave! Portas fechadas, nenhuma notícia vindo de dentro da Capela Sistina, apenas os sinais de fumaça! Aqui do lado de fora, parecia uma casa de apostas: “Quem será o escolhido?”, até que veio a notícia: Habemus Papam! Surpresa para muitos, desilusão para outros, para outros uma retomada da esperança, entretanto, para todos, uma enormidade de sentimento. Não houve quem não expressasse um sentimento favorável ou contrário à escolha!
Papa Francisco ao ser apresentado ao Povo!
Fiquei ansioso por ver a aparição do nosso novo Papa! A escolha do nome já havia me levado às lágrimas: Francisco, com certeza, acreditava eu e depois confirmado, baseado em São Francisco de Assis! Eis que surge na sacada o novo Papa! Confesso que a primeira vista, meus sentimentos foram de frustração, ao ver que ele não sorria e estava com olhar distante. Ao mesmo tempo em que esses pensamentos vieram a minha mente, escutei Deus soprar em meus ouvidos: se fosse você teria a mesma atitude, aguarde a acredite! Meus pensamentos mudaram e começaram a enxergar algo que normalmente esquecemos: o Papa é um ser humano e sente receio! Ao mesmo tempo estava assumindo aquela responsabilidade, abateu-se sobre ele a visão da atitude, que pode assustar!
Logo aguardava a benção de Deus, pelas mãos do novo Papa, mas antes disso Francisco resolveu agradecer ao povo: “Boa Noite!”. Palavras simples, mas que fazem com que ele se aproxime do povo. A frase seguinte foi algo de espetacular, pois possuem alto teor político: “Vocês sabem que o dever do Conclave era dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo!”. Ao dizer essas palavras, Francisco quebra o paradigma de que a Europa é o centro do mundo e, por conseguinte, centro da Igreja. A Igreja existe no mundo todo, e o mundo todo faz a Igreja! Ele mostra que a ação do Espírito Santo derrubou as possíveis discussões sobre quem é o maior no Reino de Deus, assim como fizera com os apóstolos no tempo de Jesus!
Confesso que estava exultante de alegria! Mas para minha surpresa havia mais uma atitude marcante: “E agora quero dar a bênção, mas antes? Antes, peço-vos um favor: antes de o bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.”! Uma atitude de plena humildade! Rezem por mim para que eu possa fazer o meu trabalho. Posso traduzir como: Sou humano e preciso de suas orações para que possa me tornar digno de estar aqui para servi-los! Confesso que essa atitude de Francisco deixou-me sem palavras, chorando copiosamente e com uma esperança renovada.
Hoje eu afirmo que Deus não estava dormindo, mas preparando nossos corações e mentes para enxergarmos a sua grandeza e o presente que Ele nos daria! As nossas atitudes apresentam que sempre o máximo da exuberância, o que gera um ar de prepotência, mas Deus nos mostrou que devemos fazer o simples, viver no simples e amar simplesmente! Nós como Igreja precisamos entender isso!
Há muitas outras atitudes do Papa Francisco que quero repartir com você, mas ficará para uma próxima oportunidade! Oremos a Deus para que, pelas mãos da Mãe da Humildade, sejam derramadas as graças sobre o Papa Francisco e o povo de Deus! Um grande Abraço da Paz!
Hernane Martinho Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos

domingo, 3 de março de 2013

Hierarquia


Amada (o) Irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco em todos os momentos! “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:20-21).
Por esses dias fui convidado a colaborar com um encontro que trataria do tema: Hierarquia! Fiquei muito contente com o convite e ao mesmo tempo apreensivo, pois tenho uma grande limitação ao tema! Para aqueles que convivem diretamente comigo, sabem que a minha visão de hierarquia é muito diferente daquelas que são apresentadas.
Conversei com os amigos e cada um deles colaborou imensamente com a minha reflexão. Procurei, em meus arquivos, anotações sobre o tema e encontrei uma dinâmica que foi preparada para um encontro de formação de lideranças. Ela representa exatamente o que penso de uma perfeita hierarquia.
Mas antes de falarmos sobre a dinâmica, vamos ver a definição de hierarquia, segundo os dicionários priberam e michaelis: Subordinação de certos poderes uns aos outros; Classificação ou ordenação segundo determinados critérios; Organização segundo vários graus de poder e subordinação (ex.: hierarquia policial); Classe, categoria; [Religião] Grau de autoridade eclesiástica; [Religião católica] Ordem e subordinação dos nove coros dos anjos.
Analisando por essa definição, a figura geométrica que representa a hierarquia é bem conhecida de todos: A Pirâmide! Essa definição é a mais simples, a mais utilizada nas diversas organizações, sendo religiosas ou não, e a desigual. Através de sua figura geométrica fica claro que os superiores são sustentados pelos subordinados e, os subordinados, contam apenas com a boa vontade dos superiores, para serem escutado.
Agora que lembramos o que é hierarquia, segundo o dicionário, devemos lembrar o que é hierarquia segundo a Bíblia, mais precisamente na pessoa de Jesus Cristo: “Entre os apóstolos houve uma discussão sobre qual deles deveria ser considerado o maior. Jesus, porém, disse: ‘Os reis das nações têm poder sobre elas, e os que sobre elas exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas entre vós não deverá ser assim. Pelo contrário, o maior entre vós seja como o mais novo; e quem governa, seja como aquele que serve. Afinal, quem é o maior: aquele que está sentado à mesa, ou aquele que serve? Não é aquele que está sentado à mesa? Eu, porém, estou no meio de vós como quem serve’.” (Lc 22, 24-27).
Já, pela definição bíblica, a figura geométrica que representa é a circunferência. Ela não é tão simples de ser compreendida e utilizada, mas é a que melhor representa a igualdade. Essa é a definição que mais me agrada!
Um grande Abraço da Paz!
Hernane Martinho Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos
http://hernanemf.blogspot.com


Dinâmica da hierarquia!

Material Necessário: imagem de bonecos dando-se as mãos (pode-se ir montando, conforme se explica a dinâmica), imagem do mapa-mundi, barbante ou papel onde será riscado a ligação entre os bonecos.
Sequência da dinâmica: Ao fazermos memória de tudo que vimos, vai se colocando os boneco de forma que forme uma pirâmide. Após uma breve reflexão, convide a modificar a posição dos bonecos formando um círculo de mãos dadas. Após a reflexão coloca-se o globo no meio dos bonecos.
Objetivo da dinâmica: Apresentar aos participantes a responsabilidade que temos como membros. Somos todos iguais e se agirmos dessa maneira não sobrecarregaremos ninguém e os objetivos a serem alcançados serão mais facilmente atingidos.
Observação: Torna-se necessário que os membros tenham conhecimento dos vários conselhos existentes na Legião de Maria.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Profeta, Rei, Sacerdote e... Leigo!

     Amada(o) Irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça com você em todos os momentos de sua vida! "Então Jesus disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Notícia a toda a humanidade." Mc 16,15
     Nós, batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, somos incorporados ao Corpo Místico de Cristo, à Igreja, e como membros desse corpo temos uma missão individual e coletiva. Ao recebermos o batismo, morremos para as escolhas individuais, e ressuscitamos com Cristo para as escolhas em defesa da Vida e Comunidade!
     E por quê é necessário lembrarmos disso? Por que muitas vezes, infelizmente, percebemos que o sacramento do batismo virou um ato social, sem a consciência nenhuma da responsabilidade que existe no ser Cristão.
     É necessário analisar as várias vertentes que colaboram para o ocorrido, mas o mais importante é que, mesmo que ocorra de uma família utilizar do sacramento como ato social, a Igreja deve assumir a responsabilidade de continuar a catequese para o entendimento do que é ser Cristão.
     Nesse momento entra toda a responsabilidade do Cristão Leigo! É esse Cristão que deve continuar a catequese na vida das pessoas seja nas ruas, parques, empresas, escolas, bares, padarias, casas de prostituição, hospitais ou no lugar que ele esteja!
     O Cristão Leigo recebe em seu batismo a responsabilidade de ProfetaProteger a Vida e Denunciar todas as atitudes que a aniquilam! Fazer escutar a voz de Deus através de suas palavras e atitudes!
     O Cristão Leigo recebe em seu batismo a responsabilidade de Rei: Comandar o povo para a busca de Deus e de seu projeto de Vida! Convencer as pessoas a caminharem juntas na direção da Justiça, Amor e Paz.
     O Cristão Leigo recebe em seu batismo a responsabilidade de Sacerdote: Celebrar com o povo todos os momentos da vida! Orar com os irmãos para que seus agradecimentos e clamores, silêncio e exaltações cheguem a Deus. O ambiente para celebrarmos é o Planeta, criação de Deus!
     Logo percebemos que o Cristão Leigo é o grande responsável para a conversão do mundo! É ele que é chamado a professar as maravilhas de Deus no meio do Povo! O Leigo é o coração da Igreja no meio do mundo e o coração do mundo no meio da Igreja!
     Nesse ano da Fé, é o Cristão Leigo que assume a responsabilidade de animar aos demais irmão que ainda não conhecem a Felicidade de vivermos como irmão! Feliz dia dos Leigos! Feliz Dia de Cristo Rei!
Um grande abraço da Paz!
Hernane M. Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos


domingo, 18 de setembro de 2011

O conduzir da sociedade!

Querida(o) Irmã(o), que bom nos reencontrarmos para mais uma proposta de discussão. Com certeza é importante a sua resposta à opinião que estarei expressando. Eu tenho comigo a certeza de que, por mais que tenhamos um mesmo texto e visamos o mesmo objetivo, as opiniões e entendimentos são diferentes. É por esse motivo que devemos expressar nosso sentimento, para que os demais compartilhem e, assim, tentarmos chegar a um consenso.

Todos aqueles que possuem emails, podem verificar diariamente que há no mínimo duas mensagens que falam de Liderança, sendo eles propondo uma formação sobre ser líder ou falando que a empresa é líder de mercado, etc.

A questão de ser líder é um tema extremamente importante que existe desde a criação do mundo e que passará por nós e por nossos descendentes. Infelizmente, tanto no passado, como no presente e no futuro, muitas vezes não foi, não é e não será entendido!!! Para tentar explicar o quão importante é o tema, começarei com o significado da palavra (Dicionário Houaiss online):

Liderança = liderar+ança: função, posição, caráter de líder; espírito de chefia; autoridade, ascendência; pessoa que possui esse espírito; líder

Líder = do inglês leader (séc.: XIV): .algo ou alguém que guia, conduz.

Ajudou ou complicou? Espero que tenha complicado, pois essa visão nos leva ao seguinte problema:

 Por um lado a visão de o líder ter que possuir autoridade, função, posição, condução, etc., nos leva a esquecer que ele não é um super-homem/mulher, e que necessita de auxílio no entendimento para que possa decidir com discernimento e se tornar um grande líder.

 Por outro lado, há líderes que se isolam de opiniões contrárias, parecendo super-homem/mulher, por medo de aceita-las ou por não acreditar no seu poder de discernimento, e acabam ficando num mundo isolado da realidade.

Ainda bem que o lado problemático é pequeno, mas se não tratado com a seriedade necessária pode prejudicar toda uma geração!

Como todo cristão, fui buscar no “Manual do Proprietário” (aquele livro que, infelizmente, em muitas casas é deixado de enfeite sobre a estante) uma orientação para nos ajudar nessa discussão. Encontrei a história de uma pessoa que assassinou, escondeu o corpo e que, até hoje, admiramos por sua liderança. (Já descobriram quem é?) Nós até esquecemos que ele tinha problemas de comunicação, teimosia, desobediência, abandonou os amigos, entre outros problemas. Mas a valorizamos pois ela, apesar de todas as dificuldades pessoais, procurou escutar a Deus através das pessoas próximas a ele.

Estranho não é? Por que será que quando falamos de Moisés nunca lembramos as suas limitações?

Simples: ele errou, mas acertou muito mais! E o seu grande acerto foi fazer aquilo que era agradável a Deus: solucionar o clamor do Povo, liderando sua caminhada até a liberdade! E por esse motivo seu nome ficou marcado para a história.

Muitas vezes, por medo de enfrentar o erro, deixamos de acertar e de fazer aquilo que Deus nos implora. A liderança deve ser praticada e incentivada a cada momento de nossa vida para que possamos enfrentar o medo sem que sejamos vencidos. Nós, aqui no Comitium Stella Maris, temos uma Equipe de Formação com um programa específico para formar lideranças, pois acreditamos que a liderança é um dom que todo o ser humano possui e que deve ser desafiado a expelir como um grande vulcão. mas esse é o primeiro passo! Os demais devem ser conquistados gradativamente!

Concluindo, gostaria de levar em conta a seguinte frase: .Sem liderança, o povo se arruína; e com muitos conselheiros se salva.. (Pv 11, 14). O Líder deve estar a serviço daqueles que seguem suas decisões e deve cercar-se de todas as informações possíveis (favoráveis ou contrárias) para ter um grande discernimento em favor da construção do Reino de Amor, Paz e Justiça!

Um grande Beijo da Paz! E lembre-se das Palavras de Dom Helder Câmara: “Deus não escolhe os capacitados. Capacita os escolhidos.”

Hernane M. Ferreira

“Sem liderança, o povo se arruína; e com muitos conselheiros se salva.” (Pv 11, 14)

domingo, 31 de julho de 2011

As grandes decisões começam nas pequenas certezas!!!

A vida é sempre uma tomada de decisões! Você já percebeu quantas decisões você faz diariamente? As nossas decisões passam pela roupa que usaremos até se desligamos o televisor ou se o programamos para desligar ao dormir... O interessante desse assunto é que essas decisões, podem até parecer simples, mas influenciam diretamente na vida das demais pessoas do planeta.

Devaneio? Com certeza não! Analise uma decisão muito simples: Hoje irei fazer brócolis no jantar. Você deve estar se perguntando: E o que isso altera na vida da população mundial? Pode não parecer, mas o simples fato de eu decidir comer brócolis passa por várias pessoas, exemplos: meus familiares comem brócolis? Se há brócolis a venda na feira ou no mercado? Vou comprar um “maço” pequeno ou grande? Quanto pagarei? Há mais pessoas que comerão? Haverá desperdício? Repartirei com alguém? Como reaproveitar o que sobrou? Vou jogar no lixo o que sobrou? Existe alguém que está passando necessidade para que eu possa repartir com ele? Etc. Percebeu a extensão de suas decisões? Se em uma coisa simples nós envolvemos várias pessoas, imaginem então na escolha de pessoas que nos representam na Igreja e na Política?

Desde que me lembro, ouço as pessoas dizerem que quase todo político é corrupto (confesso que também já pensei assim), e que quando as pessoas chegam a um cargo de liderança se transformam. Existem as célebres frases que resumem o que eu escrevo: “O poder corrompe!” ou ”Se você quer conhecer uma pessoa realmente, dê a ela um cargo de liderança!”. Como já estive num cargo de liderança posso afirmar categoricamente que existem situações que levam um líder a se acomodar e achar que “pode mais que os outros”, principalmente quando ele é cercado por bajuladores. Nesse momento nos arrependemos de tê-lo escolhido para nos representar, nos afastamos e começamos a atirar pedras. Erro gravíssimo, até porque ele é um ser humano que, como todo mundo, erra! Nesse momento é que devemos nos aproximar dele para apresentar nossa repulsa pela sua atitude e, principalmente, o acompanhar auxiliando-o nas decisões. Para muitos, isso pode parecer ser intromissão ou desejo de poder. Para mim, com certeza, é participação e responsabilidade!

A situação política do Brasil nos apresenta um quadro de “extremo privilégio” (pode parecer erro gramatical, mas são tantos que não sei como expressar de outra maneira) para aqueles que deveriam ser representantes dos nossos desejos e defensores das nossas necessidades. Daí vem a grande pergunta: mas se a muitos anos estamos com esse problema, por que são sempre os mesmo a serem eleitos? Com certeza nossas decisões ajudaram na formação desse lamentável quadro, ou por falta de atitude responsável ou por falta de conscientizarmos as demais pessoas.


Nesse momento aparece uma situação de decisão que chamarei de: “a decisão de ir para a cruz!” Sei que muitos me questionarão, mas é a mais pura verdade. Eu acredito que quando Jesus morreu na cruz, mudou o significado da cruz de “morte vergonhosa” para “entrega total do amor”. Decidir ir para a cruz é assumir o compromisso de transformar uma sociedade. É incomodar o que é “normal” e transforma-lo no que é excelente para todos (quando eu falo todos são todas as mais de 6 bilhões de pessoas do planeta). Irmãos é importante lembrarmos que “com Cristo, nós fomos sepultados no batismo, e nele nós fomos também ressuscitados mediante a fé no poder de Deus, que ressuscitou Cristo dos mortos. (Cl 2,12)”.

Pertencemos a um corpo que dá vida e vida em abundância (cf. Jo 10,10) e não podemos fugir a esse compromisso. Em muitos momentos somos chamados a assumir cargos de liderança na Igreja e na Sociedade e, por medo, acabamos encontrando diversas dificuldades para não concorrermos a eles. Ao se pretender mudar a situação atual, nossa decisão deve ser a mesma de Jesus: ir para a Cruz! Concorrer a cargos de liderança, em todos os níveis de organizações, deve ser enxergado como exemplo de evangelização. E nós legionários temos a enorme oportunidade de exercitarmos a liderança, seja no praesidium (grupo base da Legião de Maria) ou nos Conselhos, para utilizarmos dela na sociedade e na política.

Meus irmãos é importante termos em mente que o primeiro passo para a mudança cabe a mim! A sociedade muda conforme vamos caminhando e a história é construída por cada um de nós. Por esse motivo eu convido a cada um a afirmar: EU SOU CANDIDATO E QUERO INCOMODAR!

Queridos irmãos em Cristo que a paz esteja sempre em seu coração. Um grande beijo de Paz a todos. SALVE MARIA!

Hernane M. Ferreira