Não tenho pretensões

Meus escritos e minhas opiniões podem valer R$0,01 mas se a juntarmos a de 200.000.000 de pessoas desse país, debatermos com respeito e trabalharmos por aprimorá-las, com certeza poderemos construir um país melhor para todos! Venha debater!

domingo, 18 de agosto de 2013

“Verás que um filho teu não foge a luta!”

Amada(o) Irmã(o) que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça contigo em todos os momentos da construção do Reino de Justiça, Paz e Amor!
Chegamos ao mês de Mês da Pátria e confesso que estou maravilhosamente surpreso com as manifestações ocorridas. Essas manifestações nos ajudaram, e ainda ajudam, a refletir sobre vários assuntos, mas neste texto quero destacar apenas alguns deles: a comunicação, a força da juventude, o desrespeito e o marco da história.
A comunicação, quando realizada com exatidão, movimenta milhões! Primeiro precisamos lembrar que não foram colocados cartazes nos postes das ruas, nem propagandas nas emissoras de televisão e rádio, muito menos anúncio nos jornais ou revistas. Então como se conseguiu reunir tanta gente e como foi feito? A comunicação só ocorre quando existe uma característica: Acreditar! Se eu realmente acredito, nada me impedirá comunicar minha opinião e foi o que aconteceu. Muitos “entendidos” atribuem todo o crédito às redes sociais, mas na realidade as redes sociais foram apenas instrumentos para expressar a opinião: Cantemos: “Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão. Muito tempo não dura a verdade, nestas margens estreitas demais, Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais.”.
A juventude NÃO é o futuro, é o PRESENTE! Muitas vezes escutei a frase: “vocês jovens são o futuro do País, da Igreja, da Empresa, etc.” e quero confessar que isso me irrita enormemente, pois ao escutar essas palavras eu na realidade estava entendendo: “Hoje vocês não compreendem nada, mas amanhã entrarão nos eixos e entenderão!”. Sei que muitos não falam isso com maldade, mas devemos refletir o falamos para não causarmos exclusão. A juventude deu uma aula de como conquistar suas metas. Organizou-se, foi às ruas para apresentar seu protesto, apanhou da polícia como se fosse marginal, mostrou que não tinha medo das críticas e da violência governamental, negociou e conseguiu a sua meta. Uma aula de como planejar. “Eu quero acreditar na vida / Ver o sol em cada amanhecer/ Ter no rosto um sorriso amigo / Acreditar que o sonho é pra valer / Eu quero ter meu peito aberto/ Caminhar e não olhar pra trás / Caminheiro, quero amor por perto / Quero um mundo construindo paz”.
Usar da Violência é reconhecer-se derrotado! Lógico que não deixaria de citar os casos de violência. Farei quatro considerações que colaboraram sobre esse assunto. 1ª.) Os bandidos infiltrados nas manifestações eram a minoria (posso afirmar que menos de 3%) e se aproveitaram dos protestos pacíficos para gerarem confusões, saques, roubos, depredações, etc. É nossa responsabilidade deter tais indivíduos e os entregarem a justiça para serem condenados pelos seus atos; 2ª.) A Secretaria de Segurança Pública primeiro tratou todos como marginais e bateu sem distinção, depois se recusou a fazer o trabalho para o qual existe, abandonando suas obrigações; 3ª.) As emissoras de rádio e televisão privadas que utilizam de “meias verdades” para manipularem a sociedade e usarem de seu poder em proveito próprio; e 4ª.) Os políticos que tentaram acabar com as manifestações com falsas promessas de comprometimento com a nação. “Alô Juventude! Alô Juventude! Encare com garra o peso da barra, / O tempo é escuro mas tem solução. / Pra ter no futuro um porto seguro, precisa ter força, precisa ter raça, /Precisa ter amor no coração.”.
Desculpe o transtorno, mas estamos fazendo história e construindo uma nação! Essas manifestações estão marcadas para sempre na história do Brasil e do mundo, tanto que a ONU chegou a emitir comunicado sobre as manifestações. Esse momento que vivemos é um marco na história. “Irá chegar um novo dia / Um novo céu, uma nova terra / Um novo mar. E neste dia os oprimidos / Numa só voz a liberdade irão cantar.”.
Amada(o) irmã(o) Maria nos disse para fazermos tudo o que Jesus nos disse-se (Jo 2,5) e o próprio Jesus nos disse devemos estar a serviço do próximo (Jo 13, 1ss), então, encerro esse convidando-a(o) a avaliarmos se estamos agindo como verdadeiros cristãos, na construção dessa nação!
Um grande abraço da Paz!
Hernane Martinho Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos – Comitium Stella Maris
Vila Alpina – São Paulo
http://hernanemf.blogspot.com.br