Não tenho pretensões

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Não precisamos de heróis...

Querida(o) irmã(o) é sempre uma alegria encontrar-me com você nesse espaço! Quero agradecer a oportunidade e as inúmeras discussões geradas através de nossas conversas é sempre importante ter um entendimento contrário ao meu, com isso eu aprendo a respeitar aqueles que apresentam uma contrariedade. “Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo; diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.” (1Cor 12, 4-6).

Iniciemos essa nossa conversa sobre um tema que está em moda nos últimos tempos: Os heróis de nosso tempo.

Nos últimos tempos vivenciamos os nossos meios de comunicação mostrando pessoas que assumem a postura de heróis. Isso é muito louvável!!! Lembremos de alguns: Os policiais da escola do Realengo, os policiais que fizeram um parto no meio da rua em São Paulo, o rapaz que salvou uma senhora da enchente em Petrópolis, o morador em situação de rua, em Santos, que encontrou um recém nascido em uma caçamba e procurou ajuda para resgata-lo, etc.

Apesar de parecer contraditório com a última matéria escrita em nosso Boletim Legiornal, eu categoricamente afirmo que não precisamos de heróis em nosso tempo. Sei que você pode estar pensando que sou louco, mas a verdade é essa mesma: Não precisamos de heróis! A defesa da vida é um dever de todo ser humano. A prática do heroísmo deve ser exceção e não algo comum. Nós já assistimos seriados de televisão com os heróis e o que “enxergamos” nesses seriados? O que os heróis representam? E a população desses seriados como vivem em relação a uma dificuldade? Onde os casos de heroísmos acontecem? Essas são algumas perguntas que norteiam a minha afirmação.

A culturalização de heróis se deve a grande passividade em resolver os problemas existente. É verdade que existem dificuldades em nossa sociedade que merecem uma dedicação enorme para solução, mas a grande maioria dos problemas existentes é devido a não solução de pequenos problemas no passado. Com a crescente postura da vida individualizada: “o que é meu é importante o resto que se dane”, criamos vários problemas diários. Quantas vezes você já escutou a expressão: “só Deus mesmo para resolver esse problema...”, com certeza Ele vai resolver, Ele apresentará uma solução para cada problema, mas as pessoas devem colocar-se a disposição para trabalhar, ato que infelizmente não acontece depois de ser bradada a expressão acima.


Os problemas do futuro são atos que temos que mudar hoje, respostas que temos que dar e valorização que temos que fazer. E cabe a eu fazer a mudança. O amanhã depende do meu Sim, o mesmo Sim que Nossa Senhora deu ao Arcanjo Gabriel.

Sobre os heróis acima parabenizo pela suas atitudes, apesar de eu ser extremamente contra a utilização de armas que ferem a vida. Tiveram coragem para assumir uma posição e fazerem algo pela vida, mas são episódios que poderiam ser evitados se:

a) O Wellington tivesse acompanhamento psiquiátrico. (Conseguir tal tratamento na Saúde Pública, e na Privada também, demora mais de 06 meses no município de São Paulo, imagino os municípios menores). A valorização do respeito às diferenças e a necessidade de uma cultura de defesa da vida e proibição de fabricação, comercialização e utilização de armas de fogo, ajudariam demais a evitar a tragédia;

b) O parto no meio da rua seria evitado se o investimento em transporte público e o compromisso de resolver a situação de moradia, saúde, educação, segurança e trabalho, fossem realmente uma responsabilidade dos políticos e de seus eleitores para com toda a população;

c) A enchente e desmoronamento em Petrópolis, seriam amenizados se fossem respeitadas as leis da Natureza, da Engenharia, da Física e da sensatez;

d) Casos de abandono do lar para viver nas ruas das cidade e de abandono de recém nascidos seriam quase que esgotados se houvesse acompanhamento familiar (médicos da família), o estudo responsável da sexualidade e da valorização da família;

Esses são apenas alguns atos que podem evitar toda uma estrutura de criação da violência. Mas para isso existe um compromisso: eu devo fazer a minha parte... Eleger bons representantes, cobrar atitudes e práticas dos eleitos e converter minhas atitudes em atos que valorizem a vida.

“Graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, queridos irmãos, sejam firmes, inabaláveis; façam continuamente progressos na obra do Senhor, sabendo que a fadiga de vocês não é inútil no Senhor”. (1 Cor 15, 57-58)

Um grande Beijo da Paz!
Hernane M. Ferreira