Não tenho pretensões

Meus escritos e minhas opiniões podem valer R$0,01 mas se a juntarmos a de 200.000.000 de pessoas desse país, debatermos com respeito e trabalharmos por aprimorá-las, com certeza poderemos construir um país melhor para todos! Venha debater!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

COM LICENÇA, EU SOU A FAVOR DA VIDA!


Amada/o Irmã/o estou postando o primeiro texto que escrevi, em março de 2008, para a agenda do Comitium Stella Maris - Vila Alpina - São Paulo... Acredito que ele continua muito atual...

Ao iniciar esse artigo, pensei no que me iria me basear para falar sobre a CF/2008. Comecei lendo o Texto Base da Campanha da Fraternidade, busquei informações na Internet, procurei reportagens nos Jornais, até que deparei-me com uma matéria do Jornal “O São Paulo” (n.º 2683, de 07 de fevereiro de 2008), a qual a chamada dizia: “CONTRA PREVISÕES, MARCELA DE JESUS VIVE”. A matéria se tratava de uma menina anencéfala (sem cérebro) que nasceu em 20 de novembro de 2006, na cidade Patrocínio Paulista/SP, e que acabara de completar 1 ano e 2 meses de vida. Parei e pensei: como isso é possível?
Na reportagem feita com Cacilda Galante, a mãe da menina, ela apresenta a filha como uma criança “com poucas diferenças” em relação as demais crianças. “Eu mexo com minha filha, e ela sorri bastante, acha ruim de pegar ela quando o dia está meio frio, quer ficar quietinha lá no berço. Ela está bem agitada, bem nervosa, porque os dentes estão quase nascendo - acho que vão aparecer tudo de uma vez, porque estão custando a nascer”, diz ela.

Lembrei-me imediatamente dos meus sobrinhos, no que eles se diferenciavam? Em nada! Comecei a me questionar: E se o mesmo ocorresse comigo ou com algum dos meus sobrinhos? Como eu reagiria? Confesso que fiquei com muitas dúvidas sobre o assunto e sobre a minha “opinião formada” sobre o mesmo. Prossegui lendo a reportagem, pois a sede de conhecer mais essa família me consumia.
A reportagem continuava com perguntas pertinentes a possibilidade e “necessidade” do aborto. A cada pergunta realizada a essa mãe, uma resposta que me levava a refletir as minhas atitudes e opiniões.
Quando li as últimas respostas que diziam: “Tenho consciência que ela pode não sobreviver. Eu vivo um dia de cada vez com ela. Não fico pensando, não sofro antecipado. Entrego tudo nas mãos de Deus, que sempre seja feita a vontade de Deus, e agradeço a ele todo dia em que ela está comigo ainda”, “A Marcela significa Deus em minha vida. Significa amor, fé e esperança”. Confesso que não consegui segurar as lágrimas e elas começaram a escorrer.
Passei o restante do dia incomodado com aquela matéria, pois a muito tempo assisto televisão, vejo internet, leio jornais e nunca havia me deparado com uma reportagem daquela.
Ao final do dia, assistindo um telejornal, que apresentava mais uma reportagem de uma mãe adolescente abandonando o filho recém-nascido em um terreno, senti a responsabilidade do que é Amar a Vida.
Hoje a sociedade nos convida a não amarmos a vida, mas amarmos o que podemos possuir na vida e eliminar aquilo que é “incomum” ou o que “atrapalha”.
Como cristãos, somos chamados afirmar a nossa posição de Amar a Vida, defender a vida e viver a vida...
Por isso peço licença ao contra-senso da sociedade para expressar o meu desejo: “SIM EU AMO A VIDA!”

Amada/o Irmã/o, Marcela de Jesus morreu em 05 de agoste de 2008, contrariando todos os conceitos médicos e jurídicos dessa nação, ela, declarada sem cérebro, viveu um ano, oito meses e doze dias... Deus seja louvado pela vida de Marcela de Jesus e pela coragem de sua mãe Cacilda galante!
Um grande beijo da paz!!!
Hernane M. Ferreira
Praesidium Mãe dos Pequeninos