Não tenho pretensões

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domingo, 4 de novembro de 2012

E se fosse com você?


Amada(o) irmã(o) que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja e permaneça conosco!
Nesta semana nós, Católicos Apostólicos Romanos, tivemos muito para festejar. Fizemos a Festa de Todos os Santos e também a de Finados. Sim Finados é uma Festa, pois celebramos a saudade de nossos familiares e amigos, mas com a certeza de que eles nos precederam na Grande Festa junto a Deus.
No dia de Finados, nesse ano pela 21ª vez, realizo o trabalho pastoral chamado Apostolado no Cemitério, como proposto pela Legião de Maria! Durante todos esses anos, fui às campas para orar, refletir a palavra de Deus e confortar corações dos familiares e amigos.
Inúmeras vezes fiz contato com mães que perderam seus filhos de poucos dias ou meses de vida. É a situação mais difícil para a realização desse trabalho, em minha opinião. Por outro lado, a mais gratificante! Consolar essas mães de suas perdas faz que a gente tenha certeza de que a Mãe de Deus está presente naquele momento. Encontrei ainda pessoas que se apresentam indiferentes, pessoas inconformadas, pessoas que ainda não compreenderam, entre outras situações.
Mas esse ano um caso chamou-me a atenção! Eu já tinha dado como realizado o Trabalho Pastoral e estava me preparando para ir embora, parei para conversar com um amigo que, não participa ativamente das atividades da Igreja, mas está sempre ajudando. Ele estava responsável pelos equipamentos usados nas missas realizadas no cemitério.
Fomos interrompidos abruptamente por um irmão evangélico, que entrou entre nós virou as costas para mim e fez duas perguntas para esse meu amigo: “Você conhece Jesus? Sabe o que ele Fez por você?”.
Estranhei a atitude desse irmão, até porque conheço pessoalmente o Pastor da Igreja que ele participa e sei que ele prega um diálogo para o crescimento, diferente de muitos que julgam e condenam os que não participam da mesma Igreja, para o “Fogo do Inferno”.
Fique pensando o que o teria levado a fazer isso: Será que foi a camiseta que eu estava usando? A atitude de conversar animadamente com uma pessoa? A Bíblia e o Rosário em minhas mãos? Ao mesmo tempo, ouvia de meu amigo uma resposta ríspida a esse irmão, que o fez ficar calado, mudo, sem reação. Ele percebeu que não alcançou o que desejava e virou-se pra mim e fez um comentário, que nem levei em consideração, pois já estava abalado com que escutara!
Ao retornar a conversa com meu amigo, chamei sua atenção para a resposta ríspida que houvera dado ao irmão. Não acredito que se usarmos as mesmas armas mudaremos opiniões. Mas o conviver e o servir faz com que convertamos corações.
Percebi que muitas vezes as pessoas não entendem a lição de Jesus: Aquele que quer ser grande seja o primeiro a servir a todos os seus irmãos. O querer empurrar Jesus “goela a baixo” não faz com que se evangelize, mas que se crie uma repulsa em relação a Ele! Por isso, devemos sempre ler os sinais emitidos pelas pessoas que contatamos. Não podemos impor a nossa fé, mas sim fazer com que a nossa fé seja acolhedora e acolhida para as pessoas.
Antes de terminar, quero dizer que vou orar por você meu irmão, que foi instrumento dessa reflexão. Que Nossa Senhora derrame sobre você as Graças de Deus, para que encontre uma nova e atraente maneira de comunicar-se com as pessoas.
Um grande abraço da Paz.
Hernane M. Ferreira.
Praesidium Mãe dos Pequeninos